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  • CAOA Chery alterou o Tiggo 7 Sport 2027 e quase ninguém percebeu

    CAOA Chery alterou o Tiggo 7 Sport 2027 e quase ninguém percebeu

    O mercado brasileiro de utilitários esportivos ficou ainda mais competitivo nos últimos meses, e o Caoa Chery Tiggo 7 Sport 2027 começou a sentir os efeitos dessa disputa. Mesmo entregando muito espaço, lista extensa de equipamentos e preço abaixo de vários rivais médios, o modelo perdeu parte do ritmo de vendas diante da chegada de novos concorrentes e da pressão interna causada pelo crescimento do Tiggo 5X.

    A proposta do Tiggo 7 Sport continua clara: oferecer porte de utilitário esportivo médio com acabamento refinado, amplo espaço interno e muitos recursos por um valor abaixo de R$ 150 mil. Ainda assim, reajustes recentes de preço e a ausência de alguns itens tecnológicos mais modernos passaram a pesar na decisão de parte dos consumidores.

    Visual do Chery Tiggo 7 Sport 2027

    Visualmente, a linha 2027 praticamente não mudou. O modelo mantém a identidade já conhecida da Caoa Chery, com faróis em LED, luzes diurnas integradas e uma grade frontal cheia de detalhes cromados. O conjunto segue moderno e chama atenção principalmente pelo aspecto robusto da dianteira.

    CAOA Chery alterou o Tiggo 7 Sport 2027 e quase ninguém percebeu
    Foto: Divulgação/CAOA Chery

    Mesmo sendo a versão de entrada, o Tiggo 7 Sport preserva equipamentos que muitos concorrentes deixam para versões superiores. O utilitário traz sensor de chuva, sensor de iluminação automática, chave presencial, partida remota e retrovisores com rebatimento elétrico e aquecimento contra embaçamento.

    Na lateral, o porte avantajado reforça a proposta familiar do modelo. São 4,50 metros de comprimento e quase 1,70 metro de altura, dimensões que garantem presença forte nas ruas e ajudam a explicar o espaço interno acima da média encontrado na cabine.

    As rodas de liga leve aro 18 combinadas aos pneus Pirelli ajudam na estabilidade e no conforto. Outro ponto elogiado é a suspensão traseira independente, solução mais sofisticada que melhora o comportamento dinâmico e deixa o utilitário mais confortável em pisos irregulares.

    Na traseira, o Tiggo 7 Sport aposta em uma barra iluminada que percorre toda a tampa do porta-malas. O conjunto mistura iluminação em LED e algumas lâmpadas convencionais, enquanto a câmera de ré e os sensores traseiros auxiliam nas manobras do dia a dia.

    O porta-malas é um dos maiores destaques do modelo. São 525 litros de capacidade, número que supera até versões mais caras da própria linha Tiggo 7. O espaço favorece famílias grandes e viagens longas, mantendo uma das características mais valorizadas pelos consumidores brasileiros.

    Interior

    Por dentro, o acabamento continua sendo um dos argumentos mais fortes do utilitário. Há revestimento em couro, partes macias ao toque, iluminação interna em LED e vários detalhes que passam sensação de categoria superior, principalmente considerando a faixa de preço do veículo.

    CAOA Chery alterou o Tiggo 7 Sport 2027 e quase ninguém percebeu
    Foto: Divulgação/CAOA Chery

    O espaço para os passageiros traseiros impressiona. Adultos conseguem viajar com conforto, sobrando espaço para pernas e cabeça. O modelo ainda oferece saídas de ar-condicionado traseiras, apoio de braço central e bancos bem largos, reforçando a proposta familiar.

    Motorização

    Debaixo do capô, o Tiggo 7 Sport utiliza o motor 1.5 turbo flex aliado ao câmbio automático CVT que simula nove marchas. A motorização recebeu mudanças recentes e passou a entregar 143 cavalos e 22,75 kgfm de torque, aproximando a configuração do conjunto usado no novo Tiggo 5X.

    Apesar da redução de potência em relação à configuração anterior, o desempenho continua satisfatório para a categoria. Em testes práticos, o utilitário costuma acelerar melhor do que os números divulgados oficialmente pela fabricante, mantendo respostas rápidas em retomadas e ultrapassagens.

    O consumo, porém, segue como um dos pontos debatidos pelos consumidores. Muitos enxergam no Tiggo 7 Sport um veículo muito completo, mas esperavam números mais eficientes de economia de combustível diante da evolução recente dos concorrentes chineses e híbridos.

    A central multimídia também evoluiu na linha 2027. Agora o sistema oferece conexão sem fio para Android Auto e Apple CarPlay, além de comandos de voz integrados. O painel digital de 12,3 polegadas complementa o ambiente tecnológico da cabine.

    Itens como carregador de celular por indução, freio de estacionamento eletrônico e função Auto Hold continuam presentes. Em compensação, a ausência de entradas USB do tipo C e de trocas manuais no volante mostra que ainda existem alguns detalhes a serem atualizados.

    O principal ponto criticado continua sendo a falta de sistemas avançados de assistência à condução. O Tiggo 7 Sport não oferece pacote semiautônomo, frenagem automática ou alerta de permanência em faixa, recursos que já aparecem em rivais menores e até mais baratos.

    Esse cenário ajuda a explicar a queda gradual nas vendas. Em março, o Tiggo 7 registrou 2.665 unidades emplacadas no Brasil. Em abril, o volume caiu para 2.402 unidades, enquanto o Tiggo 5X seguiu em patamar superior após sua renovação recente.

    Além da concorrência interna, o modelo enfrenta pressão de novos utilitários chineses e promoções agressivas do Jeep Compass Sport. Mesmo sem entregar todos os equipamentos tecnológicos dos rivais mais modernos, o Compass segue forte no mercado brasileiro e disputa diretamente o mesmo público.

    Hoje, o Tiggo 7 Sport parte de R$ 144.990 nas cores preta e branca, chegando a R$ 146.990 em outras tonalidades. Ainda assim, o utilitário mantém argumentos sólidos, como sete anos de garantia, amplo espaço interno e uma relação entre porte, conforto e equipamentos que continua entre as mais competitivas do segmento.

  • Novo Chevrolet Sonic Premier 2027 surpreende pelo preço e pode incomodar rivais no Brasil

    Novo Chevrolet Sonic Premier 2027 surpreende pelo preço e pode incomodar rivais no Brasil

    O novo Chevrolet Sonic Premier 2027 chega ao mercado brasileiro tentando ocupar um espaço estratégico entre hatchs compactos e utilitários esportivos urbanos. O modelo mistura características já conhecidas do Onix e do Tracker, mas aposta em visual renovado, pacote tecnológico mais completo e preço competitivo para enfrentar rivais cada vez mais fortes no segmento.

    A proposta da Chevrolet foi criar um veículo compacto com aparência robusta, sem abandonar a dirigibilidade urbana e o consumo equilibrado. O resultado é um utilitário esportivo com linhas modernas, iluminação sofisticada e uma cabine mais refinada que busca agradar tanto quem prefere esportividade quanto consumidores mais conservadores.

    Visual do Chevrolet Sonic Premier 2027

    Logo na dianteira, o Sonic Premier chama atenção pela semelhança visual com o Tracker. A grade frontal em preto fosco com detalhes cromados, combinada aos faróis totalmente em LED, cria um conjunto elegante e moderno. Até mesmo o emblema da Chevrolet surge escurecido nesta versão.

    O conjunto óptico é um dos pontos altos do projeto. O modelo utiliza iluminação Bi-LED nos faróis principais, luzes diurnas em LED com função de seta integrada e acabamento interno em máscara negra. O visual ficou mais sofisticado e transmite sensação de categoria superior.

    Novo Chevrolet Sonic Premier 2027 surpreende pelo preço e pode incomodar rivais no Brasil
    Foto: Divulgação/Chevrolet

    Nas laterais, o parentesco com o Onix aparece de forma evidente. A estrutura da carroceria, os vincos das portas, o desenho da área envidraçada e até o formato da coluna traseira seguem praticamente a mesma identidade visual do hatch compacto da marca.

    Apesar disso, a Chevrolet trabalhou bem os detalhes para criar personalidade própria. O Sonic recebeu rodas diamantadas de 17 polegadas com acabamento escurecido, molduras inferiores em preto fosco e rack de teto em prata acetinado, reforçando o aspecto aventureiro do modelo.

    A traseira também foi bastante trabalhada. As lanternas em LED possuem assinatura luminosa quase interligada, criando um visual moderno e sofisticado. O aerofólio mais pronunciado, junto do para-choque com acabamento cinza brilhante, ajuda a reforçar a proposta esportiva do utilitário.

    O porta-malas entrega 392 litros de capacidade, número competitivo dentro da categoria. O espaço interno ainda conta com banco traseiro bipartido, sistema Isofix para cadeirinhas infantis e estepe temporário localizado sob o assoalho.

    Nas dimensões, o Sonic mede 4,23 metros de comprimento, 1,77 metro de largura e 2,55 metros de entre-eixos. A altura mínima do solo de 20 centímetros ajuda a enfrentar lombadas, valetas e ruas irregulares sem dificuldade.

    Interior

    Por dentro, a cabine aposta em uma mistura de modernidade e simplicidade. O painel segue a mesma base estrutural do Onix, mas recebeu acabamento exclusivo nesta versão Premier, com revestimentos mais claros e detalhes em laranja nas costuras.

    Os bancos possuem revestimento parcialmente em couro, acabamento microperfurado e formato mais confortável para uso diário. A proposta aqui é menos esportiva do que a versão RS, focando mais em sofisticação e conforto visual.

    Chevrolet Sonic 2027: visitamos a produção do SUV que promete agitar o mercado
    Foto: Divulgação/Chevrolet

    O espaço traseiro atende bem passageiros de estatura média, embora pessoas mais altas encontrem limitações para pernas e cabeça. Ainda assim, o assoalho relativamente plano ajuda no conforto de quem viaja no banco traseiro.

    A Chevrolet também equipou o Sonic Premier com seis airbags, controles eletrônicos de estabilidade e tração, além de assistências semiautônomas de condução. Entre os recursos, estão frenagem autônoma de emergência e alerta de ponto cego nos retrovisores.

    O painel digital de 8 polegadas trabalha integrado à central multimídia de 11 polegadas. O sistema oferece conexão com Android Auto e Apple CarPlay, comandos simplificados e visual moderno, acompanhando a tendência dos veículos mais recentes da marca.

    O ar-condicionado digital de uma zona possui comandos físicos e integração com a central multimídia. Há ainda carregador de celular por indução, entrada USB convencional e porta USB do tipo C para os ocupantes dianteiros.

    O volante multifuncional tem acabamento em couro, base achatada e diversos comandos integrados. O Sonic também traz alerta de colisão frontal, assistente de permanência em faixa e piloto automático convencional, embora não utilize controle adaptativo de velocidade.

    Alguns itens, porém, ficaram ausentes mesmo na configuração Premier. O modelo não oferece rebatimento elétrico dos retrovisores, freio de estacionamento eletrônico, sensor dianteiro de estacionamento ou limpadores automáticos.

    Motorização

    Debaixo do capô, o Sonic Premier utiliza o conhecido motor 1.0 turbo de três cilindros com injeção direta. O conjunto entrega 115 cavalos de potência e torque de até 18,9 kgfm com etanol.

    O motor trabalha em conjunto com transmissão automática de seis marchas com conversor de torque. Segundo os números divulgados, o utilitário acelera de 0 a 100 km/h em cerca de 10 segundos e alcança velocidade máxima próxima dos 190 km/h.

    A questão da correia dentada banhada a óleo continua sendo um dos assuntos mais discutidos envolvendo os motores turbo da Chevrolet. A fabricante ampliou a garantia do componente para até 240 mil quilômetros ou 15 anos, desde que as revisões sejam realizadas na rede autorizada.

    No consumo, os números oficiais apontam médias de 8,4 km/l na cidade e 10,4 km/l na estrada com etanol. Já com gasolina, os índices sobem para 12,1 km/l em percurso urbano e 14,8 km/l em rodovias.

    A suspensão dianteira independente do tipo McPherson prioriza conforto e estabilidade. Na traseira, o eixo de torção mantém o padrão mais comum da categoria, enquanto os freios traseiros seguem utilizando tambores.

    Entre os principais concorrentes aparecem Renault Kardian, Fiat Pulse e Volkswagen Tera. A Chevrolet tenta se destacar principalmente pelo pacote tecnológico, acabamento visual e conjunto mecânico já conhecido do mercado.

    O preço inicial promocional anunciado para o Sonic Premier 2027 é de R$ 129.990. Após o período de lançamento, a expectativa é de reajuste para aproximadamente R$ 134.990, mantendo o modelo entre as opções mais competitivas do segmento.

    Com visual mais refinado, cabine tecnológica e mecânica já consolidada, o novo Sonic Premier surge como uma aposta importante da Chevrolet no mercado brasileiro. O modelo tenta unir o espaço e a robustez de um utilitário esportivo com o comportamento urbano e eficiente de um compacto moderno.

  • Novo BYD Dolphin Mini 2027 muda por dentro na China e pode estrear em breve no Brasil

    Novo BYD Dolphin Mini 2027 muda por dentro na China e pode estrear em breve no Brasil

    O BYD Dolphin Mini mudou na China e já começa a dar pistas do que pode aparecer futuramente no Brasil. O compacto elétrico da marca chinesa recebeu ajustes discretos por fora, mas evoluiu bastante no interior e nas tecnologias embarcadas. Mesmo sem confirmação oficial da fabricante sobre a chegada da nova linha ao mercado brasileiro, o modelo já desperta curiosidade por aqui, principalmente porque se tornou um dos elétricos mais vendidos do país.

    A primeira impressão fica por conta da nova tonalidade laranja apresentada no Salão de Pequim. A cor deu um ar mais moderno e urbano ao hatch elétrico, combinando bem com a proposta jovem do carro. É o tipo de acabamento que poderia agradar bastante o público brasileiro, especialmente entre consumidores que buscam um veículo compacto com visual mais chamativo e diferente do tradicional preto, prata ou branco.

    Principais mudanças do BYD Dolphin Mini 2027

    As mudanças externas foram suaves e concentradas nos detalhes do para-choque dianteiro. Os faróis continuam totalmente em LED, preservando o desenho já conhecido do modelo atual vendido no Brasil. A dianteira, porém, recebeu novos sensores, radares e câmeras, indicando uma evolução importante nos sistemas de assistência à condução.

    Novo BYD Dolphin Mini 2027 muda por dentro na China e pode estrear em breve no Brasil
    Foto: Divulgação/BYD

    O pacote tecnológico impressiona porque o Dolphin Mini chinês traz câmeras espalhadas pela carroceria, incluindo sensores no teto, laterais, retrovisores e traseira. O conjunto trabalha em parceria com o sistema de visão em 360 graus e também com recursos semiautônomos, algo ainda raro em carros elétricos compactos dessa faixa de preço.

    Outro detalhe interessante aparece nos retrovisores externos, que agora contam com detector de ponto cego. Quando determinadas luzes azuis aparecem acesas no veículo, elas indicam que os sistemas inteligentes de assistência estão ativos. Isso inclui recursos avançados de condução e monitoramento, elevando bastante o nível tecnológico do hatch chinês.

    Na lateral praticamente nada mudou. O modelo mantém o mesmo perfil compacto, maçanetas convencionais e rodas escurecidas de 16 polegadas, iguais às utilizadas no Brasil. A traseira também segue familiar, preservando o filete iluminado em LED atravessando toda a tampa do porta-malas, um dos elementos mais marcantes do desenho do carro.

    O conjunto mecânico continua focado no uso urbano. O motor elétrico dianteiro entrega 75 cavalos de potência e uma resposta imediata típica dos elétricos. Apesar dos números modestos, o torque faz o hatch transmitir sensação semelhante à de carros compactos com motores maiores a combustão, principalmente nas arrancadas dentro da cidade.

    Na prática, o Dolphin Mini consegue entregar autonomia acima do esperado para um veículo urbano. Em testes reais, o modelo percorreu cerca de 355 quilômetros saindo de carga completa até chegar aos 30% restantes da bateria. O número supera a referência oficial do Inmetro, que aponta autonomia próxima dos 280 quilômetros.

    O porta-malas não mudou e continua oferecendo o mesmo espaço interno da versão brasileira. O banco traseiro também preserva o formato inteiriço, sem divisão bipartida. Na China, algumas unidades possuem configuração para quatro ocupantes, mas no Brasil o modelo já adotou cinco lugares após a marca perceber que essa solução agradava mais ao consumidor nacional.

    Interior

    Novo BYD Dolphin Mini 2027 muda por dentro na China e pode estrear em breve no Brasil
    Foto: Divulgação/BYD

    Por dentro é onde o novo Dolphin Mini mais evoluiu. O acabamento recebeu novos revestimentos claros e detalhes mais sofisticados, trazendo sensação de cabine mais moderna. Apesar disso, alguns materiais continuam simples, com plástico rígido em boa parte do painel, embora a textura e o visual tenham melhorado bastante.

    Os bancos dianteiros ficaram mais confortáveis e ganharam novo desenho. O motorista ainda conta com ajuste elétrico e posição de dirigir elevada, característica que favorece a visibilidade no trânsito urbano. O espaço interno continua sendo um dos pontos fortes do hatch, especialmente pela carroceria mais alta.

    Mesmo com dimensões compactas, o modelo acomoda bem adultos no banco traseiro. O assoalho totalmente plano ajuda bastante no conforto dos passageiros, embora ainda faltem itens como saídas de ventilação traseiras. Pessoas altas conseguem viajar sem encostar a cabeça no teto, graças ao formato mais vertical da carroceria.

    O painel recebeu atualizações importantes. A central multimídia ficou maior e agora abandonou o antigo sistema giratório usado pela BYD em vários modelos. O quadro de instrumentos também cresceu e ganhou visual mais moderno, melhorando a leitura das informações durante a condução.

    O volante foi totalmente redesenhado e trouxe ergonomia superior ao modelo atual. Outra novidade está no seletor de marchas, que saiu do console central e passou para a coluna de direção, solução semelhante à adotada recentemente em outros veículos da marca chinesa.

    O carro ainda oferece carregador de celular por indução, entradas USB-A e USB-C iluminadas e um console central mais funcional. Um dos destaques é o compartimento refrigerado para objetos, item incomum em compactos elétricos dessa categoria e que ajuda bastante no uso diário.

    Novo BYD Dolphin Mini 2027 muda por dentro na China e pode estrear em breve no Brasil
    Foto: Divulgação/BYD

    Entre os equipamentos tecnológicos também aparecem piloto automático adaptativo, assistente de estacionamento e comandos de condução semiautônoma. O hatch ainda possui monitoramento facial do motorista, capaz de identificar sinais de cansaço ou distração ao volante, reforçando a proposta mais sofisticada da nova linha chinesa.

    Apesar das melhorias, a BYD ainda não confirma quando o novo Dolphin Mini chegará oficialmente ao Brasil. A expectativa mais otimista aponta para uma estreia apenas em 2027, já que a fabricante segue focada na expansão da linha atual e na chegada de outros modelos eletrificados ao mercado nacional.

    Hoje o Dolphin Mini custa na faixa de 100 mil reais em compras para empresas e pessoas com benefícios fiscais. Para o consumidor comum, os preços ultrapassam os 110 mil reais. Mesmo assim, a marca chinesa costuma preservar valores competitivos, principalmente diante da chegada de novos concorrentes elétricos ao segmento.

    Com visual atualizado, mais tecnologia e interior melhor acabado, o novo BYD Dolphin Mini mostra que a marca chinesa está disposta a manter o hatch entre os elétricos mais competitivos do mercado. A combinação de baixo custo de uso, bom espaço interno e equipamentos modernos continua sendo o maior trunfo do compacto para conquistar ainda mais consumidores brasileiros.

  • Chevrolet Sonic 2027: visitamos a produção do SUV que promete agitar o mercado

    Chevrolet Sonic 2027: visitamos a produção do SUV que promete agitar o mercado

    A fábrica da General Motors em Gravataí, no Rio Grande do Sul, entrou em uma nova fase com o início da produção do Sonic, SUV compacto que chega ao mercado brasileiro cercado de expectativa. O modelo representa não apenas a estreia de um novo produto, mas também um importante salto tecnológico dentro da operação da Chevrolet no país. Entre robôs inteligentes, linhas automatizadas e novos processos industriais, a montadora aposta no utilitário para renovar sua presença no segmento mais competitivo do mercado nacional.

    O nascimento do Sonic começa muito antes da montagem final. Tudo tem início nas enormes bobinas de aço que chegam à fábrica pesando entre 10 e 16 toneladas. Essas chapas metálicas passam por máquinas de corte de alta precisão até se transformarem nos chamados “blanques”, peças prontas para ganhar forma nas gigantescas prensas industriais da planta gaúcha.

    Na área de estampagem, o processo impressiona pelo nível de velocidade e organização. Robôs retiram cada lâmina de aço e a posicionam dentro das prensas, que moldam as peças da carroceria em poucos segundos. Cada conjunto de equipamentos produz um formato diferente de peça, e as trocas de ferramentas, mesmo envolvendo estruturas extremamente pesadas, levam apenas alguns minutos para serem concluídas.

    Depois da prensagem, as peças seguem para identificação e preparação antes de avançarem para a montagem estrutural. Funcionários realizam a etiquetagem e conferência de cada componente que será usado na construção da carroceria. Mesmo em uma fábrica altamente automatizada, o trabalho humano ainda ocupa papel decisivo para garantir controle e organização em cada etapa da produção.

    Chevrolet Sonic 2027: visitamos a produção do SUV que promete agitar o mercado
    Foto: Divulgação/Chevrolet

    O setor mais tecnológico da unidade é o chamado Body Shop, onde 684 robôs trabalham simultaneamente na construção das carrocerias. O projeto do Sonic trouxe novos equipamentos capazes de identificar diferentes modelos produzidos na planta, como Onix hatch, Onix Plus e o novo SUV, escolhendo automaticamente as peças corretas para cada veículo na linha de montagem.

    Entre as novidades está um sistema dotado de inteligência artificial que analisa componentes em tempo real para realizar soldagens estruturais com precisão milimétrica. Os robôs conseguem identificar o posicionamento correto das peças, aplicar reforços na estrutura do teto e preparar o veículo para suportar acessórios como racks de teto utilizados para transporte de carga adicional.

    A precisão é tratada como prioridade absoluta dentro da fábrica. Sensores e scanners verificam cada detalhe da carroceria durante o processo produtivo, medindo alinhamentos e encaixes com margem mínima de erro. Segundo a própria operação da GM, o índice de precisão alcança 99,99%, garantindo que todas as peças se encaixem corretamente na montagem final do veículo.

    A sala de medição da fábrica funciona como um verdadeiro laboratório industrial. Ali, scanners manuais e robôs de inspeção analisam chapas e carrocerias completas para detectar qualquer variação fora do padrão. Caso seja necessário, pequenos ajustes são feitos antes de o veículo seguir para as próximas etapas, como pintura e acabamento.

    Outro setor importante da planta é a área de polímeros, responsável pela fabricação de peças plásticas do Sonic. Para-choques, acabamentos laterais e diversos componentes externos são moldados e pintados dentro da própria unidade. Em algumas estações, robôs realizam automaticamente até mesmo os furos para sensores de estacionamento, identificando previamente qual versão do carro está sendo produzida.

    Na montagem mecânica, o Sonic começa finalmente a ganhar forma definitiva. Suspensão, freios, motor e transmissão chegam prontos em módulos que são encaixados na parte inferior da carroceria. Elevadores ajustam automaticamente a altura do veículo para permitir o acoplamento preciso de cada conjunto mecânico, reduzindo tempo de produção e aumentando a eficiência da linha.

    A modernização da fábrica também inclui equipamentos autônomos que acompanham os operadores durante o trabalho. Pequenos carrinhos robotizados circulam ao lado dos funcionários levando ferramentas e componentes necessários para a montagem. A tecnologia ajuda a reduzir desgaste físico, melhora a ergonomia e diminui as chances de falhas causadas por cansaço durante a rotina industrial.

    Mesmo com tanta automação, a presença humana continua dominante na reta final da produção. Mais de 900 funcionários atuam na área de montagem, onde o Sonic recebe bancos, carpetes, conjuntos ópticos, chicotes elétricos e acabamentos internos. Foi justamente nesse setor que a GM realizou uma das maiores modernizações da planta para receber o novo SUV compacto.

    Chevrolet Sonic 2027: visitamos a produção do SUV que promete agitar o mercado
    Foto: Divulgação/Chevrolet

    O investimento de R$ 1,2 bilhão feito pela General Motors em Gravataí aparece em praticamente todos os setores da unidade. Apenas em uma parte da linha de montagem, mais de 20 quilômetros de cabos precisaram ser instalados para adaptar a fábrica às exigências tecnológicas do Sonic. O modelo trouxe novos sistemas eletrônicos, mais sensores e uma arquitetura mais sofisticada de produção.

    Na etapa final, os veículos recebem fluidos, bateria, combustível e passam pela ativação eletrônica dos sistemas. Operadores verificam funcionamento do motor, iluminação, sensores, módulos eletrônicos e demais equipamentos antes da liberação. É nesse momento que o Sonic deixa de ser apenas uma carroceria em montagem e passa a funcionar como um automóvel completo.

    A fábrica de Gravataí também carrega uma história importante dentro da indústria automotiva brasileira. Inaugurada em 2000, a unidade começou produzindo o Celta, um dos modelos mais populares da Chevrolet no país. Depois vieram Prisma, Onix e Onix Plus, transformando a planta gaúcha em uma das mais relevantes operações da General Motors na América do Sul.

    Ao completar 25 anos em 2025, a unidade se aproxima da marca de 5 milhões de veículos produzidos. Segundo a GM, cerca de um quarto de todos os carros fabricados pela empresa no Brasil saíram de Gravataí. O Sonic agora assume o papel de novo símbolo dessa trajetória, chegando como aposta estratégica da Chevrolet para elevar o nível tecnológico da marca e fortalecer sua disputa no segmento de SUVs compactos no mercado brasileiro.