Antes da chegada oficial às concessionárias, a próxima geração do BYD Dolphin Mini já começou a revelar como será sua evolução. Documentos publicados nesta sexta-feira (10) pelo Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China (MIIT) mostram que o hatch elétrico ganhará uma carroceria completamente nova, ficará significativamente maior e receberá um conjunto mecânico mais potente. As mudanças indicam que a BYD pretende reposicionar o modelo em um segmento superior, acompanhando a crescente concorrência entre os compactos elétricos.
As informações de homologação mostram que não se trata de uma simples reestilização. O novo Dolphin Mini passa a medir 4.205 mm de comprimento, 1.810 mm de largura e 1.570 mm de altura, enquanto o entre-eixos sobe para 2.650 mm. Na prática, o hatch cresce 425 mm em comprimento e ganha 150 mm entre os eixos em relação ao modelo atual, aproximando-se das dimensões do BYD Dolphin e mudando completamente sua proposta.
O aumento de porte também coloca o novo modelo em posição de enfrentar rivais de tamanho semelhante. O hatch supera o Geely Xingyuan — vendido no Brasil como EX2 — em comprimento e iguala seu entre-eixos, deixando de ser um subcompacto urbano para atuar como um hatch compacto. Dentro da própria linha da BYD, ele também passa a ser maior que o Dolphin GS comercializado no mercado brasileiro.

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Visualmente, a transformação é igualmente profunda. As imagens registradas pelo órgão chinês revelam dianteira inédita, novos faróis, traseira redesenhada, coluna C modificada e perfil lateral totalmente reformulado. O conjunto evidencia que a fabricante desenvolveu uma carroceria inédita, e não apenas uma atualização estética da geração atual.
Motor mais forte e nova arquitetura
As mudanças chegam também ao conjunto mecânico. O Dolphin Mini abandona o atual motor elétrico de 55 kW (75 cv) para adotar uma nova unidade síncrona de ímã permanente com 95 kW, equivalentes a cerca de 129 cv. Além do ganho expressivo de potência, a velocidade máxima homologada sobe para 150 km/h, refletindo a proposta de um veículo maior e mais capaz para uso urbano e rodoviário.
A alimentação continua sendo feita por baterias de fosfato de ferro-lítio (LFP), produzidas pela FinDreams, empresa pertencente ao grupo BYD. O MIIT, porém, ainda não divulgou a capacidade energética nem a autonomia da nova geração, informações que deverão ser reveladas quando o lançamento oficial se aproximar.
Os documentos também mostram novas rodas de 16 polegadas com pneus 205/60 R16, diferentes opções de acabamento externo e a possibilidade de equipar o hatch com um sistema de assistência à condução baseado em câmeras instaladas junto à terceira luz de freio, ampliando os recursos de condução semiautônoma.
O crescimento do Dolphin Mini acontece em um momento de forte disputa entre os compactos elétricos na China. Além da atualização do Geely Xingyuan, outras fabricantes também preparam novidades para o segmento, tornando a categoria uma das mais competitivas do mercado. A estratégia da BYD parece mirar justamente esse novo cenário, oferecendo um produto mais espaçoso, potente e tecnológico.
A nova geração também pode simplificar a estratégia global da fabricante. Atualmente, o mesmo veículo é vendido sob diferentes nomes, como Seagull na China, Dolphin Mini no Brasil, Dolphin Surf na Europa e Atto 1 em alguns mercados internacionais. Ainda não há confirmação se a renovação afetará o posicionamento do Dolphin convencional.
Como é o BYD Dolphin Mini vendido no Brasil
Enquanto a nova geração ainda não tem data para estrear, o Dolphin Mini atual segue como um dos principais destaques da BYD no mercado brasileiro. O hatch é comercializado nas versões GL e GS, com preços a partir de R$ 118.990. A configuração de entrada utiliza bateria de 30 kWh e autonomia de 224 km pelo ciclo do Inmetro, enquanto a GS recebe bateria de 38,8 kWh e alcance de até 280 km.
Equipado com motor elétrico de 75 cv e torque de 13,76 kgfm, o modelo mede 3,78 metros de comprimento, possui entre-eixos de 2,50 metros, porta-malas de 230 litros e velocidade máxima de 135 km/h. O conjunto prioriza eficiência para o uso urbano, característica que ajudou a consolidar sua posição no mercado nacional.
Os números confirmam esse desempenho comercial. Entre janeiro e junho de 2026, o BYD Dolphin Mini acumulou 35.681 unidades emplacadas, tornando-se o carro elétrico mais vendido do Brasil e líder absoluto do segmento. O resultado reforça a estratégia da fabricante chinesa e explica por que a próxima geração chega cercada de expectativa: além de ampliar o porte e a potência, ela terá a missão de manter o sucesso daquele que hoje é o principal representante da eletrificação no mercado brasileiro.











