Os SUVs híbridos vive um momento raro no Brasil: modelos chineses deixaram de ser promessa para disputar espaço real com marcas tradicionais. E o BYD Song Plus 2027 chega justamente para reforçar esse movimento ao ganhar atualizações importantes em motorização, bateria e tecnologia, mantendo a proposta de entregar muito equipamento sem elevar o preço.
Mesmo sem mudanças profundas no visual, o Song Plus continua chamando atenção por onde passa. A dianteira com faróis afilados em LED, detalhes cromados e assinatura luminosa inspirada na linha Ocean mantém o utilitário esportivo com aparência moderna e sofisticada, algo que já virou marca registrada da fabricante chinesa.
Na lateral, o modelo preserva o conjunto de rodas de 19 polegadas diamantadas, molduras em preto fosco e teto panorâmico de grandes dimensões. O acabamento externo mistura elementos brilhantes e detalhes que simulam esportividade, enquanto o desenho traseiro aposta em lanternas interligadas por uma barra iluminada que reforça a identidade visual do veículo.

As dimensões continuam sendo um dos grandes trunfos do Song Plus. São 4,77 metros de comprimento, 2,76 metros de entre-eixos e cabine bastante ampla, principalmente para quem viaja no banco traseiro. O assoalho praticamente plano aumenta o conforto do terceiro ocupante e a sensação interna lembra veículos de categorias superiores.
O porta-malas oferece 552 litros de capacidade e traz acabamento caprichado, iluminação em LED, fechamento elétrico e bancos bipartidos. A ausência do estepe ainda gera críticas, já que a marca mantém apenas o kit de reparo rápido, solução cada vez mais comum entre híbridos e elétricos para reduzir peso e ampliar espaço interno.
Por dentro, o Song Plus 2027 evoluiu em pontos pedidos pelos consumidores. A cabine agora oferece opção de acabamento escuro, solução que agrada quem reclamava do interior claro das versões anteriores. O uso abundante de materiais macios ao toque, iluminação ambiente e detalhes em couro reforça a sensação de refinamento.

Os bancos dianteiros elétricos mantêm formato esportivo no estilo concha e agora privilegiam mais o resfriamento do que o aquecimento. O espaço traseiro impressiona até passageiros altos, enquanto o teto panorâmico amplia a sensação de amplitude. Há ainda saídas de ar, tomadas USB e acabamento acima da média da categoria.
A central multimídia de 15,6 polegadas continua sendo um dos destaques do veículo, mas agora perdeu o famoso sistema giratório presente em outros modelos da marca. A mudança pode parecer simples, porém elimina um mecanismo móvel que poderia gerar desgaste ao longo dos anos e ainda deixou o painel visualmente mais elegante.
O conjunto tecnológico segue extremamente completo. O SUV traz câmera 360 graus, piloto automático adaptativo, frenagem autônoma de emergência, alerta de colisão, detector de ponto cego, tráfego cruzado dianteiro e traseiro, além de assistentes avançados de condução que colocam o modelo em nível competitivo com rivais bem mais caros.
Outra melhoria importante aparece na recarga da bateria. Antes limitado apenas ao carregamento em corrente alternada, o Song Plus agora aceita carregamento rápido em corrente contínua. Na prática, isso reduz bastante o tempo necessário para recuperar energia e melhora a usabilidade no dia a dia.
A bateria cresceu de 18,3 kWh para 26,3 kWh, avanço que elevou a autonomia elétrica oficial de 63 quilômetros para 99 quilômetros segundo o Inmetro. Em uso urbano moderado, há relatos de números próximos dos 120 quilômetros sem utilizar gasolina, algo bastante relevante para um híbrido plug-in desse porte.
Debaixo do capô está uma das mudanças mais importantes da linha 2027. Sai o antigo motor aspirado e entra um novo propulsor 1.5 turbo de 130 cavalos. O sistema continua combinado ao motor elétrico dianteiro de 204 cavalos, formando um conjunto híbrido com potência combinada de 239 cavalos.
Mesmo mais potente, o utilitário esportivo ficou ligeiramente mais lento no 0 a 100 km/h. O tempo passou de 7,9 para 8,1 segundos, reflexo direto do aumento de peso provocado pela bateria maior e pelo novo conjunto mecânico. Ainda assim, a sensação de condução ficou mais suave e as retomadas ganharam mais agilidade.
Com autonomia total superior a 1.100 quilômetros, pacote tecnológico amplo e preço na faixa dos R$ 249 mil, o BYD Song Plus 2027 reforça a estratégia da marca chinesa de pressionar concorrentes tradicionais. Mais do que números, o modelo mostra como os híbridos plug-in chineses já deixaram de ser aposta para virar realidade no mercado brasileiro.











