A Chevrolet encerrou, ao menos por enquanto, a comercialização do Equinox EV no Brasil. O SUV elétrico desapareceu do configurador oficial da marca após o esgotamento das unidades importadas, e a General Motors confirmou que não há previsão para trazer um novo lote ao país. A decisão encerra uma trajetória curta no mercado nacional e reforça a mudança de estratégia da fabricante para sua linha de veículos elétricos.
Em nota oficial, a GM informou que todas as unidades disponíveis foram comercializadas e que a prioridade da operação brasileira passou a ser uma gama de elétricos mais alinhada ao perfil atual do consumidor. A empresa destacou que continuará investindo na eletrificação por meio do Spark EUV, do Captiva EV e do Blazer EV, modelos que ocupam diferentes faixas de preço e posicionamento. A informação foi confirmada pela fabricante após publicação inicial do portal Autos Segredos.
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Trajetória marcada por forte redução de preço
Lançado no Brasil em outubro de 2024 por R$ 419.990, o Chevrolet Equinox EV chegou ao mercado como um dos SUVs elétricos mais sofisticados da marca. Poucos meses depois, recebeu reajuste para R$ 441.190, movimento que o afastou ainda mais de concorrentes diretos em um segmento que rapidamente passou a receber opções mais acessíveis.
Na tentativa de tornar o modelo mais competitivo, a Chevrolet promoveu, em agosto de 2025, um corte de R$ 90.200 no preço. As últimas unidades passaram a ser vendidas por R$ 349.990, valor mantido até o fim dos estoques. Apesar da redução expressiva, o desempenho comercial permaneceu discreto.

Segundo dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), o Equinox EV acumulou apenas 143 emplacamentos durante sua passagem pelo mercado brasileiro, um resultado modesto para um modelo que chegou carregando a plataforma Ultium e tecnologia semelhante à utilizada em outros elétricos globais da General Motors.
O que o Equinox EV oferecia
Importado do México, o Equinox EV utilizava dois motores elétricos, um em cada eixo, formando um sistema de tração integral com 292 cv de potência e 46 kgfm de torque. O conjunto permitia acelerar de 0 a 100 km/h em 5,8 segundos, enquanto a velocidade máxima era limitada eletronicamente a 187 km/h.
A bateria de íons de lítio de 85 kWh proporcionava autonomia de até 443 quilômetros pelo ciclo do Inmetro. No carregamento em corrente alternada (AC), de até 22 kW, a recarga completa levava cerca de 4h45. Em carregadores rápidos de corrente contínua (DC), com potência de até 150 kW, era possível elevar o nível da bateria de 15% para 80% em aproximadamente 48 minutos.
O SUV também se destacava pelo porte, com 4,84 metros de comprimento e entre-eixos de 2,95 metros, oferecendo cabine espaçosa e porta-malas de 441 litros. Entre os equipamentos estavam central multimídia de 17,7 polegadas com Google Built-in, painel digital, teto solar panorâmico, ar-condicionado digital de duas zonas, câmera 360°, piloto automático adaptativo, frenagem autônoma de emergência, assistente de permanência em faixa e monitoramento de ponto cego.

Com a saída do Equinox EV, a Chevrolet reorganiza sua ofensiva elétrica no Brasil. A estratégia passa a privilegiar modelos posicionados em faixas de preço mais competitivas, como Spark EUV e Captiva EV, enquanto o Blazer EV permanece como opção de topo de linha. A decisão também indica que a marca pretende concentrar investimentos em veículos capazes de alcançar maior volume de vendas em um mercado que cresce, mas continua sensível ao preço de entrada.











