Citroën Basalt Dark Edition 2026: o SUV cupê compensa a compra?
Foto: Champion Peugeot E Citroën 0km

O Citroën Basalt 2026 chegou ao mercado brasileiro com a missão de ampliar a presença da marca entre os utilitários esportivos compactos. Com preço competitivo, amplo espaço interno e porta-malas generoso, o modelo tenta conquistar consumidores que buscam custo-benefício em um segmento cada vez mais disputado.

Apesar de ser atualmente o veículo mais vendido da Citroën no Brasil, o Basalt enfrentou uma sequência de polêmicas que acabaram chamando mais atenção do que suas próprias qualidades. Entre elas estão a nota obtida nos testes de segurança do Latin NCAP e sua permanência na categoria Uber Black.

A história do modelo começa muito antes de sua chegada às concessionárias brasileiras. O projeto nasceu a partir da plataforma Smart Car, desenvolvida inicialmente para mercados emergentes, especialmente a Índia, onde a Stellantis buscava criar veículos mais acessíveis e de produção simplificada.

Quando o projeto chegou ao Brasil, os engenheiros identificaram a necessidade de diversas adaptações estruturais. A plataforma recebeu reforços com aços de alta e ultra-alta resistência, além de modificações para atender às exigências locais de segurança, durabilidade e conforto.


Citroën Basalt Dark Edition 2026: o SUV cupê compensa a compra?
Foto: Champion Peugeot E Citroën 0km

Essas mudanças acabaram atrasando o lançamento do modelo por vários meses. O resultado foi uma estrutura significativamente mais robusta do que a originalmente prevista, embora isso não tenha sido suficiente para evitar críticas após a divulgação dos testes realizados pelo Latin NCAP.

O Basalt recebeu classificação zero estrela no programa de avaliação de segurança. O resultado gerou forte repercussão, principalmente porque visualmente a estrutura da cabine manteve sua integridade durante os impactos, sem deformações severas em colunas ou portas.

Segundo os critérios atuais do Latin NCAP, a nota baixa não está relacionada apenas à resistência estrutural. A ausência de tecnologias de assistência ao motorista, como frenagem autônoma de emergência, controle adaptativo de velocidade e monitoramento de faixa, teve peso decisivo na avaliação final.

Além disso, o instituto apontou limitações na proteção dos ocupantes, especialmente pela ausência de airbags de cortina e por aspectos relacionados ao funcionamento dos cintos de segurança. Para muitos especialistas, os critérios atuais avaliam tanto a prevenção de acidentes quanto a proteção durante a colisão.

Outra discussão envolvendo o Basalt ocorreu no transporte por aplicativos. Inicialmente excluído da categoria Uber Black, o modelo provocou forte reação de motoristas que haviam adquirido o veículo justamente para atuar na modalidade de maior rentabilidade da plataforma.

Após a repercussão negativa, a Uber voltou atrás e confirmou a permanência do Basalt na categoria Black até o fim de 2026. A decisão reforçou um dos principais atributos do modelo: o amplo espaço interno, capaz de oferecer conforto para passageiros e bagagens.

Visualmente, a linha 2026 recebeu novidades discretas. A versão Dark Edition adiciona teto preto, retrovisores escurecidos, detalhes exclusivos na carroceria e novas combinações de acabamento, reforçando a proposta mais sofisticada dentro da gama.

O desenho externo continua sendo um dos pontos que mais dividem opiniões. Enquanto alguns consumidores elogiam o estilo diferenciado da traseira e a proposta de utilitário com perfil de cupê, outros consideram as linhas ousadas demais para o gosto tradicional do mercado.

Nas dimensões, o Basalt se destaca entre os modelos de entrada. São 4,34 metros de comprimento, entre-eixos de 2,64 metros e um porta-malas de impressionantes 490 litros, capacidade superior à encontrada em diversos sedãs médios vendidos no país.

O conjunto mecânico permanece conhecido. O motor 1.0 turbo de três cilindros entrega até 130 cavalos de potência e 20,4 kgfm de torque, trabalhando em conjunto com o câmbio automático do tipo CVT. O desempenho agrada para a proposta familiar do veículo.

Com esse conjunto, o utilitário acelera de 0 a 100 km/h em menos de 10 segundos, número competitivo dentro da categoria. O comportamento dinâmico também beneficia o conforto, graças à suspensão calibrada para lidar bem com as irregularidades das ruas brasileiras.

Citroën Basalt Dark Edition 2026: o SUV cupê compensa a compra?
Foto: Champion Peugeot E Citroën 0km

Por dentro, o foco está claramente no aproveitamento de espaço. O acabamento utiliza materiais simples, com predominância de plástico rígido, mas oferece bancos confortáveis, boa área para os ocupantes traseiros e diversas soluções práticas para o uso cotidiano.

No fim das contas, o Citroën Basalt 2026 aposta em uma fórmula direta: muito espaço, desempenho adequado, porta-malas enorme e preço abaixo de diversos concorrentes. Embora enfrente críticas em aspectos como acabamento e equipamentos de segurança avançados, continua sendo uma das opções mais acessíveis para quem busca um SUV compacto com perfil familiar.

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