Novo BYD Song Plus 2027 chega turbo, mais eficiente e sem subir de preço
Foto: Grecalle Blindados

Em pouco mais de um ano e meio, o BYD Song Plus, agora na linha 2027, recebeu novas baterias, mudou motorização, ganhou mais tecnologia e passou a apostar ainda mais na experiência elétrica para tentar consolidar sua liderança entre os híbridos mais vendidos do país.

A estratégia da BYD parece clara: ouvir rapidamente o consumidor e adaptar o produto em ciclos curtos. O modelo já passou por diferentes configurações, começou com motor 1.5 aspirado e bateria menor, evoluiu para um conjunto mais eficiente e agora estreia motor 1.5 turbo aliado a baterias de 26,3 kWh, ampliando a autonomia no modo totalmente elétrico para até 99 quilômetros.

Essa mudança acompanha uma tendência forte da indústria chinesa, que tenta aproximar o motorista da experiência de um carro elétrico puro sem abandonar completamente o motor a combustão. Na prática, o Song Plus virou uma espécie de ponte entre os híbridos tradicionais e os elétricos definitivos que as marcas chinesas pretendem popularizar nos próximos anos.

Novo BYD Song Plus 2027 chega turbo, mais eficiente e sem subir de preço
Foto: Grecalle Blindados

O crescimento nas vendas mostra que a estratégia vem funcionando. Somando as versões Pro e Plus, o Song se tornou o SUV híbrido mais vendido do Brasil, ultrapassando concorrentes tradicionais e até modelos consolidados do segmento médio. O desempenho comercial também evidencia como a BYD conseguiu criar um produto competitivo em tecnologia, acabamento e eficiência energética.


Visualmente, porém, as mudanças foram discretas. A linha 2027 praticamente mantém a identidade já conhecida do Song Plus Premium, com faróis de LED inteligentes, rodas de 19 polegadas, maçanetas cromadas e o conjunto de câmeras 360 graus. A altura livre do solo segue em 18 centímetros e o porta-malas continua oferecendo 522 litros de capacidade.

Debaixo do capô está a principal evolução. O antigo motor aspirado dá lugar a um novo 1.5 turbo com 122 cavalos e 22,4 kgfm de torque. O sistema elétrico também ficou mais forte e agora entrega 204 cavalos no motor dianteiro. Mesmo assim, o foco do conjunto não é desempenho esportivo, mas eficiência energética e menor participação do motor a combustão durante o uso urbano.

Na prática, o comportamento mudou menos do que muitos imaginavam. O utilitário mantém aceleração de 0 a 100 km/h em aproximadamente 8,5 segundos, praticamente repetindo os números da geração anterior. O ganho de potência acabou sendo parcialmente neutralizado pelo aumento de peso causado pelas baterias maiores e pela nova motorização turbo.

O consumo também sofreu pequenas alterações. Em uso urbano, o modelo registrou médias próximas de 18,3 km/l, enquanto na estrada ficou em torno de 13,2 km/l. Os números continuam positivos para um utilitário esportivo desse porte, embora tenham ficado ligeiramente abaixo das médias obtidas pelas versões anteriores com motor aspirado.

Por outro lado, a autonomia elétrica cresceu bastante e se tornou um dos grandes argumentos do modelo. Dependendo da forma de condução e da utilização do sistema híbrido, o motorista consegue rodar boa parte da rotina diária sem consumir gasolina. O carregamento rápido também passou a ser um diferencial importante, permitindo recuperar de 20% a 80% da bateria em cerca de 45 minutos.

Novo BYD Song Plus 2027 chega turbo, mais eficiente e sem subir de preço
Foto: Grecalle Blindados

A cabine recebeu uma das mudanças mais pedidas pelos consumidores brasileiros: o acabamento interno preto. Até então, as opções claras ou marrons dividiam opiniões, especialmente entre famílias com crianças. A nova configuração escura trouxe sensação maior de sofisticação e praticidade, além de aproximar o carro do gosto predominante do público nacional.

O acabamento continua sendo um dos pontos mais fortes do BYD Song Plus. O painel utiliza materiais macios ao toque, os encaixes demonstram cuidado acima da média e a sensação geral é de um veículo mais refinado do que muitos rivais vendidos na mesma faixa de preço. Em vários detalhes, os chineses vêm conseguindo pressionar fabricantes tradicionais.

O interior ainda oferece teto panorâmico com abertura elétrica, iluminação ambiente configurável, bancos com acabamento premium, Head-Up Display e sistema de som assinado pela Infinity. Há também duas bases de carregamento de celular por indução, algo raro até em categorias superiores, além de saídas USB-A e USB-C para os ocupantes traseiros.

A central multimídia também evoluiu bastante. Apesar da ausência da antiga tela giratória, o sistema ganhou interface mais rápida, melhor resolução e integração com serviços do Google. O painel digital agora exibe navegação acoplada ao mapa, informações de consumo, fluxo de energia, assistentes de condução e gerenciamento completo das baterias.

Entre os equipamentos de segurança e assistência, o modelo traz controle inteligente de velocidade, frenagem automática de emergência, alerta de colisão frontal e traseira, monitoramento de tráfego cruzado e assistência de estacionamento. O pacote tecnológico reforça a sensação de que a BYD tenta posicionar o Song Plus acima do padrão tradicional encontrado na categoria.

Mesmo com novos concorrentes chegando ao mercado, como GWM Haval H6 e outros híbridos chineses, o BYD Song Plus segue ocupando uma posição de destaque graças ao equilíbrio entre autonomia elétrica, acabamento sofisticado, equipamentos e preço competitivo. Mais do que um simples utilitário esportivo híbrido, o modelo virou símbolo da velocidade com que a indústria chinesa vem mudando o mercado automotivo brasileiro.

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