Geely EX2 despenca para R$ 99 mil com desconto exclusivo para Uber e táxi
Foto: Grupo NEW Motors

A chegada do programa Move Brasil começou a mudar o cenário da mobilidade urbana no país antes mesmo de os primeiros financiamentos serem liberados. Em meio à corrida das montadoras para atrair taxistas e motoristas de aplicativo, a Geely decidiu apostar no EX2 como porta de entrada da eletrificação profissional no Brasil, reduzindo os preços do utilitário elétrico e mirando diretamente quem depende do carro para trabalhar todos os dias.

A estratégia da fabricante chinesa acompanha a nova linha de crédito criada pelo Governo Federal em parceria com o BNDES, voltada à renovação da frota de transporte individual. O programa permite financiar veículos sustentáveis de até R$ 150 mil, incluindo modelos flex, híbridos e totalmente elétricos, com condições consideradas inéditas para o setor.

Entre os principais atrativos do Move Brasil estão juros a partir de 0,91% ao mês, prazo de até 72 meses para pagamento e carência de seis meses para começar a quitar as parcelas. O objetivo é acelerar a substituição de carros antigos por modelos menos poluentes e mais econômicos, reduzindo custos operacionais para quem trabalha nas ruas diariamente.

Dentro desse movimento, a Geely anunciou um desconto adicional de 5% sobre o valor de tabela do EX2 para profissionais enquadrados no programa. A medida faz com que o elétrico alcance preços raramente vistos no segmento, especialmente para taxistas que também contam com abatimentos tributários garantidos por lei.


Com os incentivos aplicados, o Geely EX2 Pro passa a custar R$ 99.001 para taxistas e R$ 117.610 para motoristas de aplicativo. Já a versão Max será vendida por R$ 109.396 para profissionais do táxi e R$ 129.960 para trabalhadores vinculados às plataformas digitais de transporte.

O início oficial do faturamento está programado para 19 de junho, mesma data prevista para a liberação das operações pelos bancos parceiros. Apesar disso, a procura elevada já começa a provocar filas de espera superiores a trinta dias em algumas cidades, reflexo do interesse crescente por veículos elétricos voltados ao uso profissional.

Para participar do programa, motoristas de aplicativo precisarão comprovar cadastro ativo há pelo menos 12 meses e mínimo de 100 corridas realizadas na mesma plataforma durante esse período. Já os taxistas deverão apresentar licenças regulares e situação fiscal em conformidade com os órgãos responsáveis.

A Geely aposta no EX2 como alternativa de baixo custo operacional para quem passa horas no trânsito urbano. Segundo Alex Chen, diretor comercial da operação brasileira, o modelo reúne características ideais para uso intenso nas cidades e possui um dos menores custos por quilômetro rodado entre os veículos vendidos atualmente no país.

O EX2 chega ao mercado brasileiro com dimensões superiores às de alguns rivais diretos. São 4,14 metros de comprimento, 1,81 metro de largura, 1,58 metro de altura e 2,65 metros de entre-eixos. O porta-malas de 375 litros também supera concorrentes compactos do segmento elétrico, favorecendo motoristas que utilizam o carro para viagens e transporte diário de bagagens.

O conjunto mecânico inclui motor traseiro de 116 cavalos e torque de 15,3 kgfm, além de autonomia declarada de 289 quilômetros segundo o padrão do Inmetro. O modelo também se destaca pelo raio de giro de 9,9 metros, característica que facilita manobras em estacionamentos apertados, corredores urbanos e garagens de condomínios.

Na cabine, o utilitário oferece equipamentos normalmente encontrados em categorias superiores. Dependendo da configuração, o EX2 pode trazer câmera panorâmica de 540 graus, pacote avançado de assistências à condução, banco do motorista com ajuste elétrico, pintura em dois tons e sistemas eletrônicos de segurança voltados ao uso urbano.

O avanço do EX2 dentro do Move Brasil simboliza uma transformação maior no mercado automotivo nacional. Ao colocar um veículo totalmente elétrico abaixo da faixa dos R$ 100 mil para parte do público profissional, a Geely ajuda a acelerar a eletrificação do transporte individual no país e abre espaço para uma disputa cada vez mais intensa entre as marcas chinesas no setor de mobilidade urbana.

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