Após nove meses do seu lançamento no mercado automotivo, o GWM Wey 07 alcançou em maio o melhor resultado de vendas desde que chegou ao país. O SUV é oferecido atualmente em duas versões: a de entrada, por R$ 429.000, e a nova Dark Edition, que custa R$ 432.000. Essa versão especial se diferencia principalmente pelo visual mais escuro, com carroceria preta, rodas exclusivas de 21 polegadas e pinças de freio na cor vermelha.
De acordo com dados da Fenabrave, o modelo somou 282 unidades emplacadas em maio, o que representa alta de 14,63% em relação a abril, quando foram registradas 246 unidades vendidas. No acumulado de 2026, o Wey 07 já chega a 931 unidades comercializadas no Brasil, impulsionado pelo crescimento das marcas chinesas no Brasil e dos carros eletrificados no país.
Comparativo de desempenho mensal e acumulado
| Ano | Jan | Fev | Mar | Abr | Mai | Jun | Jul | Ago | Set | Out | Nov | Dez | Total |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 2025 | 105 | 82 | 216 | 246 | 282 | — | — | — | — | — | — | — | 931 |
| 2026 | — | — | — | — | — | — | 32 | 7 | 156 | 175 | 209 | — | 579 |
Na comparação com alguns concorrentes diretos, o Toyota SW4 registrou 1.187 unidades no mesmo período. Já o BYD Atto 8 teve 227 emplacamentos, enquanto o Volvo XC60 somou 222 unidades.
O Volvo XC60 2026 ganhou grade redesenhada, para-choque mais limpo e perda de elementos cromados, adotando um estilo mais moderno e alinhado à nova identidade da marca. O conjunto de rodas também foi renovado, chegando a opções de até 22 polegadas no Brasil, reforçando a proposta de sofisticação discreta. O preço do SUV parte de R$ 459.950.
No ranking geral dos SUVs mais vendidos de maio, o destaque ficou com o Volkswagen T-Cross, líder do segmento com 9.455 unidades. Em seguida apareceu o recém-lançado Volkswagen Tera, com 7.574 unidades. Depois vieram o Hyundai Creta, com 6.599, o Volkswagen Nivus, com 5.806, e o Chevrolet Tracker, que fechou o grupo dos cinco mais vendidos com 5.099 unidades.

Primeiras impressões e avaliação do GWM Wey 07
O GWM Wey 07 Dark Edition chega ao mercado brasileiro reforçando a aposta da marca chinesa em SUVs grandes, eletrificados e com forte apelo de luxo. Posicionado acima dos modelos da linha Haval, o modelo mira diretamente o segmento premium — onde aparecem nomes como BMW X7 e Mercedes-Benz GLS — mas com uma proposta mais acessível dentro desse universo.
Na versão Dark Edition, o SUV mantém a base mecânica e tecnológica já conhecida, mas aposta em um visual escurecido e acabamento interno mais sóbrio. O preço fica na faixa dos R$ 432 mil.
O Wey 07 impressiona logo pelo porte. São mais de 5,1 metros de comprimento e entre-eixos generoso, o que se traduz em um interior voltado ao conforto dos ocupantes — especialmente na configuração de seis lugares (2+2+2).
A sensação ao entrar no veículo é de um produto pensado para oferecer experiência de “primeira classe”, principalmente na segunda fileira. Os bancos individuais contam com ajustes elétricos, aquecimento, ventilação e até função de massagem. O nível de isolamento e o acabamento reforçam essa proposta de luxo.
Outro destaque é a cabine tecnológica, dominada por telas grandes, comandos digitais e um conjunto de assistentes de condução nível 2+. A proposta, claramente, é reduzir ao máximo a intervenção do motorista em determinadas situações.
Desempenho e conjunto mecânico
O conjunto híbrido plug-in combina um motor 1.5 turbo a gasolina com dois motores elétricos, entregando potência combinada de 517 cv e torque acima de 80 kgfm. Apesar do peso elevado, o SUV acelera com facilidade e cumpre o 0 a 100 km/h em cerca de 4,9 segundos — número típico de esportivos, não de um utilitário de quase 2,6 toneladas.
A bateria grande, com mais de 40 kWh, permite autonomia elétrica superior a 100 km no ciclo do Inmetro e números maiores no uso urbano real, dependendo do estilo de condução. No uso híbrido, o consumo varia bastante, mas pode ficar na faixa de 12 a 17 km/l, conforme condições de rodagem.
Pontos positivos
O Wey 07 se destaca principalmente em três aspectos:
O primeiro é o nível de conforto interno. Poucos SUVs nessa faixa de preço oferecem tanto refinamento para passageiros traseiros, com espaço real e equipamentos dignos de sedãs de luxo.
O segundo é o desempenho. A combinação de motores elétricos com o 1.5 turbo entrega respostas rápidas e forte capacidade de aceleração, mesmo em um veículo grande.
O terceiro é o pacote tecnológico. A central multimídia ampla, os assistentes de condução e os sistemas de câmeras 360° tornam a experiência bastante completa no uso diário.
Pontos negativos
Apesar dos avanços, o modelo também tem limitações importantes. O primeiro é o excesso de dependência de comandos na central multimídia. Funções simples, como ajuste de iluminação e configurações do veículo, exigem navegação em telas, o que pode distrair o motorista.
Outro ponto é o peso elevado, que impacta diretamente a eficiência energética em rodovias e pode limitar a sensação de agilidade em situações mais dinâmicas. O porta-malas também não é dos maiores quando todas as fileiras estão em uso, o que é esperado em um SUV de seis lugares, mas ainda assim relevante para o uso familiar.
Comparação com concorrentes
Dentro da faixa de SUVs de luxo híbridos ou eletrificados, o Wey 07 enfrenta concorrentes de perfis diferentes. Modelos como o BMW X7 e o Mercedes GLS oferecem foco maior em dirigibilidade refinada e tradição no segmento, mas custam significativamente mais.

Já alternativas como o BYD Tang L (ou Atto 8, dependendo da nomenclatura de mercado) aparecem como concorrentes mais diretos em tecnologia e eletrificação, com propostas mais equilibradas entre desempenho e eficiência.
Nesse contexto, o Wey 07 tenta ocupar um espaço intermediário: entrega potência de esportivo, luxo de SUV grande e tecnologia avançada, por um preço mais baixo que os rivais alemães.
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Avaliação final
O GWM Wey 07 Dark Edition é um SUV que aposta alto na combinação entre luxo, tecnologia e desempenho. Ele entrega muito conteúdo pelo preço, especialmente em conforto interno e performance.
Por outro lado, ainda carrega características típicas de um projeto recente no mercado global, como a dependência excessiva de interfaces digitais e alguns compromissos de eficiência em uso rodoviário.
No geral, trata-se de um produto que chama atenção não por ser conservador, mas por tentar elevar o padrão de SUVs chineses no segmento premium. Não é um carro “equilibrado” no sentido tradicional — é um SUV de presença, tecnologia e impacto, com foco claro em impressionar quem está a bordo, especialmente quem viaja no banco de trás.











