O Jetour T1 registrou seu melhor desempenho desde a estreia no mercado brasileiro e mostrou que começa a ganhar espaço entre os SUVs eletrificados. Segundo dados da Fenabrave, o utilitário esportivo híbrido plug-in emplacou 219 unidades em junho de 2026, um avanço de 133% em relação a maio, quando havia somado 94 licenciamentos. Com o resultado, o modelo alcançou 628 unidades acumuladas no ano e estabeleceu um novo recorde mensal de vendas no país, consolidando uma trajetória de crescimento gradual desde o início das entregas aos clientes.
As primeiras unidades do T1 foram entregues em fevereiro, mês em que o SUV registrou 36 emplacamentos. Em março, o volume subiu para 140 unidades, enquanto abril fechou com 139 licenciamentos. Após a retração observada em maio, o forte avanço de junho indica uma recuperação da demanda e reforça o início da consolidação comercial da Jetour no Brasil, embora os volumes ainda permaneçam modestos diante dos principais concorrentes do segmento.
Boa parte do apelo do Jetour T1 está no conjunto mecânico e na proposta do produto. O SUV combina um sistema híbrido plug-in com potência superior a 300 cv, oferecendo desempenho consistente para um veículo com peso bruto de aproximadamente duas toneladas. A aceleração oficial de 0 a 100 km/h em 8,7 segundos pode parecer discreta diante da potência disponível, mas é compatível com suas dimensões e foco no conforto.

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O modelo também aposta em amplo espaço interno, elevado nível de tecnologia embarcada e modos de condução específicos, incluindo programação para neve, embora utilize apenas tração dianteira, característica que o distancia de utilitários com proposta off-road mais tradicional.
Mesmo com o crescimento expressivo, o T1 ainda está longe dos SUVs médios de maior volume no mercado brasileiro. Em junho, o Jeep Compass liderou o segmento com 4.132 unidades vendidas, seguido pelo GWM Haval H6, com 3.848, Toyota Corolla Cross, com 3.130, e BYD Song Plus, que alcançou 2.830 emplacamentos. Entre os modelos de proposta mais aventureira, o Ford Bronco Sport registrou 180 unidades, ficando abaixo do desempenho do Jetour T1 no mês.
Quando a comparação é ampliada para todo o mercado de SUVs, a diferença se torna ainda mais evidente. O Volkswagen T-Cross liderou junho com 11.752 unidades, seguido pelo Volkswagen Tera (9.289), Hyundai Creta (5.533), Fiat Pulse (5.349), Volkswagen Nivus (4.545), Jeep Renegade (4.533), Chevrolet Tracker (4.490), Fiat Fastback (4.278), Honda HR-V (4.166) e Jeep Compass (4.132).
Ainda assim, o desempenho recorde do Jetour T1 demonstra que a marca começa a construir presença em um dos segmentos mais competitivos do mercado brasileiro, especialmente entre consumidores que buscam um SUV híbrido plug-in bem equipado e com proposta diferenciada.

Jetour T1 aposta em visual de jipe, bom desempenho e ampla autonomia
O Jetour T1 chegou ao mercado brasileiro para ocupar um espaço pouco explorado entre os SUVs híbridos plug-in: unir a aparência robusta de um utilitário preparado para trilhas com uma proposta voltada essencialmente ao uso urbano e rodoviário. Mesmo sem tração integral, o modelo chama atenção pelo desenho quadrado, dimensões generosas e conjunto eletrificado de 315 cv, posicionando-se como alternativa a modelos como BYD Song Plus e GWM Haval H6 PHEV. A estratégia da marca é conquistar consumidores que valorizam o estilo aventureiro, mas dificilmente enfrentarão trilhas pesadas.
Avaliação geral: estilo marcante, muito espaço e proposta bem definida
O principal atrativo do Jetour T1 é justamente seu design. A carroceria de linhas retas, faróis quadrados em LED, grade iluminada e para-lamas pronunciados criam uma identidade visual robusta, embora lembre alguns utilitários consagrados do mercado. Apesar da aparência, o SUV é equipado apenas com tração dianteira, deixando claro que seu foco está no conforto e na versatilidade, e não no off-road extremo.
A plataforma Kunlun garante boas dimensões para a categoria. São 4,71 metros de comprimento, 2,80 metros de entre-eixos e quase dois metros de largura, medidas que favorecem o espaço interno e conferem presença nas ruas. Os ângulos de entrada e saída de 28° e o vão livre de 19 cm permitem enfrentar estradas de terra e obstáculos leves, mas ficam abaixo do esperado para um veículo que aposta tanto na estética aventureira.
Motorização, desempenho e consumo
O conjunto mecânico combina um motor 1.5 turbo a gasolina de 135 cv e 20,4 kgfm com um motor elétrico de 204 cv, resultando em potência combinada de 315 cv e torque de 52 kgfm. A transmissão DHT de uma marcha foi calibrada para privilegiar eficiência, enquanto a aceleração oficial de 0 a 100 km/h em 8,7 segundos entrega desempenho competitivo para um SUV de aproximadamente duas toneladas.
Na condução, o T1 prioriza suavidade. A suspensão macia absorve bem as irregularidades do piso, tornando o carro confortável em viagens e no uso diário. Em contrapartida, a direção transmite pouca comunicação ao motorista e as respostas não são tão imediatas quanto sugerem os números de potência.
A bateria de 26,7 kWh permite rodar até 88 km em modo totalmente elétrico segundo o Inmetro. O sistema aceita recargas de até 6,6 kW em corrente alternada (AC) e até 40 kW em corrente contínua (DC), potência acima da média entre os híbridos plug-in vendidos no Brasil. Na prática, o consumo gira em torno de 15 km/l em uso misto, enquanto o tanque de 70 litros permite autonomia combinada próxima de 1.200 km quando a bateria está carregada.
Interior, acabamento e equipamentos
A cabine privilegia espaço e tecnologia. O entre-eixos de 2,80 metros garante excelente acomodação para cinco adultos, enquanto o porta-malas de 574 litros está entre os maiores da categoria. O painel combina quadro de instrumentos digital de 10,25 polegadas com central multimídia de 15,6 polegadas, responsável por praticamente todos os comandos do veículo.
O acabamento utiliza couro sintético, superfícies emborrachadas e plásticos rígidos em pontos menos nobres. Embora a qualidade geral seja satisfatória, alguns comandos inferiores e saídas de ar não passam a mesma sensação de robustez encontrada em alguns concorrentes chineses mais recentes.

Em compensação, a lista de equipamentos é bastante completa. O T1 oferece teto solar panorâmico, bancos dianteiros elétricos com memória, carregador de celular por indução, sistema de som Sony, tampa do porta-malas elétrica, iluminação full-LED, câmeras 540°, climatizador digital de duas zonas, além de um pacote ADAS com piloto automático adaptativo, frenagem autônoma de emergência, monitor de ponto cego, assistente de permanência em faixa, alerta de tráfego cruzado e farol alto automático.
Ficha técnica do Jetour T1
| Item | Especificação |
|---|---|
| Motorização | Motor 1.5 turbo a gasolina + motor elétrico |
| Potência do motor a combustão | 135 cv |
| Torque do motor a combustão | 20,4 kgfm |
| Potência do motor elétrico | 204 cv |
| Torque do motor elétrico | 31,6 kgfm |
| Potência combinada | 315 cv |
| Torque combinado | 52 kgfm |
| Transmissão | Automática DHT de uma marcha |
| Tração | Dianteira (4×2) |
| Bateria | 26,7 kWh |
| Autonomia elétrica (Inmetro) | 88 km |
| Recarga | Até 6,6 kW (AC) e 40 kW (DC) |
| Velocidade máxima | 180 km/h |
| Suspensão | Independente McPherson (dianteira) e multilink (traseira) |
| Freios | Discos ventilados na dianteira e discos sólidos na traseira |
| Pneus | 235/60 R19 |
| Comprimento | 4,71 m |
| Largura | 1,97 m |
| Altura | 1,84 m |
| Entre-eixos | 2,80 m |
| Porta-malas | 574 litros |
| Tanque de combustível | 70 litros |
| Peso | Aproximadamente 2.000 kg |











