Ford atualiza motor 2.0 da Ranger com corrente de comando
Foto: Ford Slaviero - 0KM

A Ford prepara uma importante atualização para a Ranger equipada com motor 2.0 turbodiesel, uma mudança que promete aumentar a durabilidade do conjunto mecânico e tornar a picape ainda mais competitiva no segmento. As novidades já começaram a chegar a alguns mercados internacionais e devem desembarcar na América Latina nos próximos anos.

O destaque da atualização está na substituição da correia dentada banhada a óleo por uma corrente de comando. Embora a mudança não represente ganho de potência ou redução significativa de consumo, ela atende uma antiga demanda de proprietários que buscavam maior confiabilidade e robustez para o motor.

A correia banhada a óleo é conhecida por oferecer funcionamento mais leve e silencioso, mas possui vida útil limitada e pode apresentar desgaste que, em casos extremos, gera resíduos no lubrificante. Já a corrente de comando costuma suportar quilometragens mais elevadas e exige menos intervenções ao longo da vida útil do veículo.

A renovação do conjunto mecânico não para por aí. A Ford também adotou uma nova transmissão automática de dez velocidades para o motor 2.0, substituindo a atual caixa automática de seis marchas utilizada em diversas versões comercializadas atualmente em mercados como o brasileiro.


A atualização já está presente em países como Austrália e África do Sul, onde a nova configuração aparece oficialmente nas fichas técnicas da Ranger. O movimento segue a mesma estratégia utilizada pela marca durante o lançamento da geração atual da picape, começando por alguns mercados antes de avançar para outras regiões.

Enquanto em vários países a Ranger 2.0 passa a contar com a transmissão automática de dez marchas, no Brasil permanecem disponíveis as opções com câmbio manual de seis velocidades e automático de seis marchas. A caixa de dez velocidades continua reservada às versões equipadas com o motor V6.

O novo conjunto mantém exatamente os mesmos números de desempenho. O motor segue entregando 125 kW de potência, equivalentes a aproximadamente 170 cavalos, além de 405 Nm de torque, ou cerca de 40,5 kgfm, disponíveis já em baixas rotações, característica importante para aplicações de trabalho e reboque.

Na prática, trata-se de uma configuração que continua atendendo com folga quem utiliza a picape tanto para atividades profissionais quanto para viagens e uso familiar. O elevado torque em baixas rotações garante respostas rápidas, mesmo quando o veículo está carregado ou trafegando em terrenos mais exigentes.

Em relação ao consumo, as mudanças também não alteram os números oficiais. Dados divulgados em mercados internacionais apontam média de 7,4 litros de diesel a cada 100 quilômetros, resultado equivalente a aproximadamente 13,5 km por litro em rodovias, desempenho considerado bastante eficiente para uma picape desse porte.

Segundo especialistas, a adoção da transmissão de dez marchas ajuda justamente a compensar o aumento de resistência mecânica provocado pela corrente de comando. Com mais relações disponíveis, o motor trabalha em faixas de rotação mais adequadas, preservando a eficiência energética sem comprometer o desempenho.

Outro ponto que chama atenção é a utilização da mesma transmissão automática empregada em modelos de maior porte da fabricante. O câmbio de dez marchas já equipa versões da Ranger V6, a esportiva Raptor, a picape F-150 e até mesmo o Mustang, reforçando a reputação positiva desse conjunto mecânico.

Apesar das novidades, os consumidores brasileiros ainda precisarão esperar. A previsão é que a atualização chegue à Ranger 2.0 somente em 2027, enquanto a reestilização de meia vida da picape deve acontecer posteriormente, possivelmente a partir de 2028, em uma segunda fase de renovação do modelo.

Por enquanto, não existem informações sobre alterações semelhantes para o motor 3.0 V6. A expectativa fica concentrada na chegada da nova Ranger 2.0, que deverá combinar a reconhecida capacidade de trabalho da picape com um conjunto mecânico mais moderno, durável e preparado para enfrentar longos anos de uso intenso.

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