Honda revela novo City mais sofisticado e com novidades esperadas no Brasil
Foto: Honda

O Honda City entra em uma nova fase global justamente em um momento em que os sedãs compactos vivem sob forte pressão dos utilitários esportivos. Para reagir, a fabricante japonesa decidiu abandonar parte da sobriedade visual que sempre acompanhou o modelo e apostou em uma reestilização muito mais ousada. A estreia oficial aconteceu nesta sexta-feira (22), na Índia, mas a chegada ao Brasil já está praticamente confirmada para 2026.

A renovação do City marca a segunda grande atualização da atual geração e mostra claramente a tentativa da Honda de aproximar o sedã de modelos mais sofisticados da marca. O desenho dianteiro agora segue a identidade do cupê Prelude, trazendo faróis mais estreitos, grade redesenhada e uma barra luminosa que conecta todo o conjunto frontal. O resultado é um visual mais esportivo e menos conservador.

As mudanças também atingem o para-choque, o capô e os detalhes aerodinâmicos da carroceria. A dianteira ficou mais baixa visualmente e transmite sensação de maior largura, enquanto a traseira ganhou lanternas com acabamento translúcido e novo para-choque com extrator inferior redesenhado. Até os refletores passaram a ocupar posição mais destacada para reforçar a aparência moderna do sedã.

Honda revela novo City mais sofisticado e com novidades esperadas no Brasil
Foto: Honda

Mesmo mantendo a estrutura básica da carroceria, a Honda promoveu pequenos ajustes dimensionais. O novo City cresceu cerca de três centímetros no comprimento e agora alcança 4,57 metros, preservando praticamente as mesmas proporções conhecidas do modelo atual. O entre-eixos continua em 2,60 metros, garantindo que o espaço interno permaneça como um dos principais trunfos do carro.


De perfil, o sedã manteve o desenho tradicional das portas e das janelas, mas recebeu rodas inéditas de 16 polegadas com acabamento diamantado ou pintura escurecida, dependendo da versão. A intenção da Honda é clara: afastar o City da imagem de carro excessivamente racional e aproximá-lo de um público que valoriza design mais marcante sem abrir mão da confiabilidade mecânica.

No interior, a evolução foi concentrada principalmente na tecnologia e na conectividade. A central multimídia antiga deu lugar a uma nova tela flutuante de 10,1 polegadas, agora com melhor posicionamento para o motorista e interface mais moderna. A marca também decidiu manter comandos físicos para o ar-condicionado, algo cada vez mais raro e ainda muito valorizado por quem busca praticidade no uso diário.

As versões mais completas passam a oferecer itens que antes eram vistos apenas em segmentos superiores, como câmeras com visão de 360 graus e bancos dianteiros com ventilação. No Brasil, a expectativa é que até mesmo as configurações de entrada recebam melhorias importantes. A versão LX, por exemplo, deve finalmente abandonar a chave convencional e adotar chave presencial com partida por botão.

Na parte mecânica, porém, a Honda preferiu não mexer no que já vinha funcionando bem. O City brasileiro continuará utilizando o motor 1.5 flex aspirado com injeção direta, capaz de entregar até 126 cv e 15,8 kgfm quando abastecido com etanol. O câmbio automático CVT com simulação de sete marchas também segue sem alterações, assim como a calibração da suspensão.

Mesmo sem turbocompressor ou algum tipo de eletrificação, o conjunto ainda mantém boa reputação no mercado nacional por causa do baixo consumo, funcionamento suave e manutenção relativamente equilibrada. Em um cenário dominado por utilitários esportivos compactos, a Honda aposta justamente nessa combinação de conforto, eficiência e confiabilidade para manter o City competitivo.

A tecnologia híbrida continuará existindo apenas em alguns mercados asiáticos. Lá fora, o City e:HEV combina o motor 1.5 aspirado com dois motores elétricos e consegue alcançar médias extremamente baixas de consumo, além de entregar torque superior ao modelo convencional. No Brasil, entretanto, a Honda decidiu reservar sua futura estratégia híbrida para o HR-V, que deverá estrear a eletrificação nacional apenas em 2028.

O novo City já vinha sendo visto em testes no Brasil há alguns meses, ainda bastante camuflado, o que indica que a adaptação para o mercado brasileiro está em estágio avançado. Quando chegar às concessionárias nacionais, o sedã deverá ficar mais caro que a linha atual, hoje posicionada entre R$ 117 mil e R$ 153 mil. Ainda assim, a Honda acredita que o novo visual, os equipamentos inéditos e a imagem consolidada do modelo serão suficientes para manter o City relevante em um mercado cada vez mais disputado.

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