Papa Leão XIV conhece e experimenta o Ferrari Luce
Foto: Ferrari

A apresentação da Ferrari Luce ao papa Leão XIV transformou um simples encontro institucional em um dos episódios mais comentados do setor automotivo. O modelo, primeiro carro totalmente elétrico da história da fabricante italiana, chegou cercado por expectativas, debates e questionamentos sobre o futuro da marca de Maranello.

O encontro aconteceu em Castel Gandolfo e reuniu o presidente da Ferrari, John Elkann, o diretor-executivo Benedetto Vigna, engenheiros e o piloto de testes Raffaele De Simone. Mais do que exibir um novo veículo, a fabricante aproveitou a ocasião para apresentar oficialmente sua nova visão de mobilidade.

Avaliado em cerca de R$ 3,2 milhões, o Luce representa uma mudança histórica para a Ferrari. Além de inaugurar a era elétrica da empresa, o utilitário esportivo também se torna o primeiro modelo da marca com capacidade para cinco ocupantes, rompendo uma tradição que atravessou décadas.

Ao observar o veículo, o papa demonstrou curiosidade e fez uma pergunta que rapidamente repercutiu entre admiradores da fabricante. “Esta é a primeira Ferrari com quatro portas?”, questionou. John Elkann respondeu explicando que se tratava da primeira Ferrari de cinco lugares produzida pela empresa.


Papa Leão XIV conhece e experimenta o Ferrari Luce
Foto: Ferrari

Durante a visita, Leão XIV entrou no automóvel, sentou-se ao volante e recebeu explicações sobre os sistemas eletrônicos e os comandos instalados no veículo. A apresentação foi conduzida por Raffaele De Simone, responsável por detalhar o funcionamento dos recursos tecnológicos do modelo.

Como gesto simbólico, a Ferrari presenteou o pontífice com o volante do Luce. Segundo Elkann, a audiência teve significado especial para a companhia e para toda a equipe envolvida no desenvolvimento do projeto, considerado um dos mais ambiciosos da história recente da marca.

O Luce nasceu para representar uma nova fase da Ferrari. O próprio nome foi escolhido para transmitir conceitos como claridade, direção e futuro. A fabricante afirma que o objetivo não era criar apenas um carro elétrico, mas desenvolver uma Ferrari capaz de ampliar sua presença em diferentes segmentos do mercado global.

Grande parte das discussões surgiu justamente por causa do visual do veículo. Com carroceria arredondada, linha de cintura elevada, para-brisa amplo e proporções típicas de um utilitário esportivo, o Luce se distancia dos traços agressivos que tradicionalmente identificam os esportivos da marca italiana.

Elementos como o capô com acabamento contrastante, as portas traseiras com abertura invertida e os limpadores posicionados verticalmente também dividiram opiniões. Na traseira, a Ferrari buscou uma conexão com modelos clássicos ao utilizar quatro lanternas circulares, referência a esportivos históricos da fabricante.

O interior segue uma proposta minimalista, marcada por telas de cantos arredondados, comandos simplificados e foco na facilidade de uso. O projeto foi desenvolvido pela LoveFrom, estúdio liderado por Jony Ive, profissional conhecido mundialmente por ter participado da criação de várias gerações do iPhone.

Sob a carroceria, o Luce impressiona pelos números. São quatro motores elétricos, um em cada roda, entregando potência combinada de 1.050 cavalos. A aceleração de 0 a 100 km/h acontece em apenas 2,5 segundos, enquanto a velocidade máxima alcança 310 km/h.

A bateria de 122 kWh opera em arquitetura de 800 volts e aceita recargas ultrarrápidas de até 350 kW. Segundo a Ferrari, o sistema permite recuperar até 70 kW em apenas 20 minutos e oferece autonomia superior a 530 quilômetros. Mesmo enfrentando resistência de parte dos fãs e reflexos no mercado financeiro, o Luce surge como o projeto que pretende conduzir a Ferrari para uma nova era sem abrir mão do desempenho que construiu sua reputação mundial.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui