Citroën Basalt sofre forte queda e perde 66% das vendas em junho
Foto: Citroën SJC

O Citroën Basalt, vendido no Brasil em quatro versões com preços entre R$ 105.950 e R$ 129.890, voltou a sentir a forte concorrência do Volkswagen Tera, Fiat Fastaback entre outros. Depois de alcançar seu melhor desempenho de 2026 em maio, quando emplacou 2.744 unidades, o SUV cupê sofreu uma brusca desaceleração no mês seguinte. Dados da Fenabrave mostram que o modelo encerrou junho com apenas 934 unidades licenciadas, uma queda de 66,0% na comparação mensal e o segundo pior resultado do ano, ficando praticamente no mesmo nível de abril, quando havia registrado 930 emplacamentos.

Mesmo com a queda, o acumulado de mais de 7,6 mil unidades mostra que o Basalt segue encontrando espaço no segmento de SUVs compactos de entrada. O desempenho ao longo do ano evidencia uma trajetória de relativa estabilidade até maio, seguida por uma forte correção em junho. O modelo iniciou o ano com 1.027 unidades em janeiro, passou para 971 em fevereiro, voltou a crescer para 1.015 em março, recuou para 930 em abril e alcançou o pico de 2.744 unidades em maio, antes de perder praticamente dois terços do volume no mês seguinte.

A comparação com os principais rivais mostra o tamanho do desafio enfrentado pelo Basalt. Em junho, o Volkswagen Tera liderou entre os concorrentes diretos ao registrar 9.289 unidades, quase dez vezes o volume do Citroën. O Fiat Pulse apareceu na sequência, com 5.349 emplacamentos, seguido pelo Fiat Fastback, que alcançou 4.278 unidades, enquanto o Renault Kardian somou 1.233 licenciamentos.

Citroën Basalt sofre forte queda e perde 66% das vendas em junho
Foto: Falando de carros

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No ranking geral dos SUVs mais vendidos do mês, o domínio ficou com o Volkswagen T-Cross, líder com 11.752 unidades, à frente de Volkswagen Tera (9.289), Hyundai Creta (5.533), Fiat Pulse (5.349), Volkswagen Nivus (4.545), Jeep Renegade (4.533), Chevrolet Tracker (4.490), Fiat Fastback (4.278) e Honda HR-V (4.166).

O desempenho do Basalt acompanha um momento discreto da própria Citroën no mercado brasileiro. Em junho, a marca terminou apenas na 17ª posição entre as fabricantes, com 2.544 veículos emplacados e 1,0% de participação de mercado. No cenário geral, a liderança permaneceu com a Fiat, que somou 49.083 unidades, seguida pela Volkswagen, com 45.985, e pela Chevrolet, com 26.708. A BYD consolidou a quarta colocação ao registrar 21.254 licenciamentos, enquanto a Hyundai completou o grupo das cinco maiores montadoras do mês, com 16.425 veículos vendidos.

Citroën Basalt 2026 aposta em espaço e bom custo-benefício para aumentar as vendas

O Citroën Basalt 2026 chegou mercado mantendo a proposta de ser uma alternativa acessível entre os SUVs com estilo cupê. Sem mudanças profundas na linha, o modelo preserva os motores já conhecidos da Stellantis, amplia a lista de equipamentos em todas as versões e continua apostando em um dos maiores porta-malas da categoria para conquistar consumidores que priorizam espaço e custo-benefício.

O Basalt se destaca por oferecer uma combinação difícil de encontrar na faixa de preço: cabine espaçosa, porta-malas de 490 litros e altura livre do solo de 208 mm. O entre-eixos de 2,64 metros garante bom espaço para os passageiros traseiros, enquanto a suspensão privilegia o conforto em pisos irregulares, característica importante para o uso urbano e rodoviário no Brasil.

Citroën Basalt sofre forte queda e perde 66% das vendas em junho
Foto: Citroën SJC

O conjunto mostra que o Basalt reúne atributos para vender mais, graças à boa relação entre espaço interno, desempenho e preço. Ainda assim, o modelo enfrenta dificuldades para ganhar espaço em um segmento cada vez mais competitivo.

Motorização, consumo e desempenho

A versão Feel utiliza o motor 1.0 Firefly aspirado, de até 75 cv e 10,5 kgfm, sempre associado ao câmbio manual de cinco marchas. O conjunto privilegia baixo custo de aquisição e manutenção, embora entregue desempenho modesto, com aceleração de 0 a 100 km/h em 15,2 segundos.

Já as versões Feel Turbo, Shine e Dark Edition recebem o conhecido motor 1.0 Turbo T200 de até 130 cv e 20,4 kgfm, combinado ao câmbio automático CVT com sete marchas simuladas. O conjunto proporciona respostas rápidas, aceleração de 0 a 100 km/h em 9,6 segundos e desempenho acima da média entre os SUVs compactos de entrada.

Segundo o Inmetro, o Basalt 1.0 aspirado faz até 13,2 km/l na cidade e 14,3 km/l na estrada com gasolina. O T200 registra até 12,1 km/l em ciclo urbano e 13,7 km/l em rodovias, conciliando desempenho competitivo com consumo equilibrado.

Equipamentos e versões

A versão Feel (R$ 105.950) já sai de fábrica com quatro airbags, controles de estabilidade e tração, assistente de partida em rampa, câmera de ré, monitoramento da pressão dos pneus, rodas de liga leve de 16 polegadas, central multimídia de 10″, painel digital de 7″, banco do motorista com ajuste de altura e apoio de braço.

A Feel Turbo (R$ 117.990) mantém a mesma lista de equipamentos e acrescenta exclusivamente o motor T200, câmbio CVT e o modo de condução Sport, tornando-se a opção mais equilibrada para quem busca desempenho sem abrir mão do preço.

A Shine (R$ 128.890) adiciona ar-condicionado digital automático, piloto automático, sensores de estacionamento traseiros, faróis de neblina, acabamento interno premium, volante revestido e rodas diamantadas, elevando o nível de conforto e sofisticação.

No topo da gama, a Dark Edition (R$ 129.890) aposta principalmente no visual exclusivo. A versão inclui rodas pretas, spoiler traseiro, acabamentos escurecidos, detalhes em vermelho, pedaleiras esportivas e identificação exclusiva, sem alterações na mecânica em relação à Shine.

Ficha técnica comparativa

ItemBasalt Feel 1.0 FireflyBasalt Turbo T200
Motor1.0 aspirado flex1.0 Turbo flex
Potência75 cv130 cv
Torque10,5 kgfm20,4 kgfm
CâmbioManual de 5 marchasCVT de 7 marchas simuladas
0 a 100 km/h15,2 s9,6 s
Consumo (gasolina)13,2 km/l cidade / 14,3 km/l estrada12,1 km/l cidade / 13,7 km/l estrada
Porta-malas490 litros490 litros
Altura do solo208 mm208 mm
Entre-eixos2.645 mm2.645 mm

Apesar de reunir atributos competitivos, como amplo espaço interno, porta-malas de 490 litros, versões equipadas com o motor 1.0 Turbo T200 e preços abaixo de diversos concorrentes, o Citroën Basalt ainda não conseguiu converter esse conjunto em vendas mais altas. A forte queda de 66,0% registrada em junho apenas trouxe o SUV de volta à sua realidade, mostrando que as 2.744 unidades comercializadas em maio foram uma exceção.

Para ganhar relevância diante de rivais como Volkswagen Tera, Chevrolet Tracker, Fiat Pulse e Fiat Fastback, a Citroën precisará fortalecer a percepção da marca, ampliar a visibilidade do modelo e adotar estratégias comerciais mais agressivas. Os próximos meses serão decisivos para mostrar se o Basalt conseguirá reagir ou permanecerá distante dos líderes entre os SUVs compactos.

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