Com apenas R$ 2.000 de diferença entre os preços, o BYD Dolphin Mini (R$ 119.990) e o Nissan Kicks Active (R$ 117.990) acabam disputando a atenção do mesmo público, mesmo pertencendo a categorias distintas. De um lado está um hatch 100% elétrico; do outro, um SUV compacto com motor a combustão. A proximidade de valores faz muitos consumidores colocarem os dois na mesma lista de opções.
Para ajudar nessa decisão, o Falando de Carros comparou os dois modelos nos aspectos que realmente influenciam o custo de propriedade e a experiência de uso. Segundo dados da Fenabrave, o BYD Dolphin Mini encerrou o primeiro semestre de 2026 com 35.681 emplacamentos, enquanto o Nissan Kicks Active somou 15.196 unidades, uma vantagem de 20.485 veículos para o elétrico chinês.
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Ao longo deste comparativo, serão avaliados desempenho, consumo, autonomia, custo das revisões, seguro, espaço interno, acabamento, equipamentos, dimensões e comportamento dinâmico. A proposta é mostrar, com base em dados técnicos e avaliações práticas, quais são os pontos fortes e fracos de cada modelo e qual entrega o melhor conjunto de acordo com o perfil e a necessidade de cada motorista.
Revisões do BYD Dolphin Mini e Nissan Kicks Active
As revisões programadas do BYD Dolphin Mini e do Nissan Kicks Active mostram que os dois modelos seguem estratégias de manutenção bastante diferentes. Enquanto o hatch elétrico exige paradas menos frequentes, com intervalo de 20 mil km ou 12 meses, o SUV da Nissan mantém o padrão de 10 mil km ou 12 meses, reduzindo a distância entre as revisões. Pelos valores oficiais das fabricantes, o Dolphin Mini acumula R$ 8.576 em revisões até 120 mil km, enquanto o Kicks Active soma R$ 5.892 até 60 mil km.
| BYD Dolphin Mini | Custo | Nissan Kicks Active | Custo |
|---|---|---|---|
| 20.000 km / 12 meses | R$ 361,00 | 10.000 km / 12 meses | R$795 |
| 40.000 km / 24 meses | R$ 1.225,00 | 20.000 km / 24 meses | R$1.122 |
| 60.000 km / 36 meses | R$ 361,00 | 30.000 km / 36 meses | R$936 |
| 80.000 km / 48 meses | R$ 1.225,00 | 40.000 km / 48 meses | R$1.122 |
| 100.000 km / 60 meses | R$ 684,00 | 50.000 km / 60 meses | R$795 |
| 120.000 km / 72 meses | R$ 1.225,00 | 60.000 km / 72 meses | R$1.122 |
| Total até 120.000 km | R$ 8.576,00 | Total até 60.000 km | R$ 5.892,00 |
Vencedor: Nissan Kicks Active.
Preço do seguro
Entre os custos de propriedade, o seguro também pesa na decisão entre o BYD Dolphin Mini e o Nissan Kicks Active. Levantamento realizado pelo Falando de Carros em parceria com a Youse Seguros, considerando o perfil de um homem casado residente em São Paulo (SP), mostra vantagem consistente para o SUV da Nissan em todas as modalidades analisadas.
| Modelo | Preço | Plano Básico | Plano Médio | Plano Completo |
|---|---|---|---|---|
| BYD Dolphin Mini | R$ 119.990 | R$ 2.193,78 | R$ 3.600,40 | R$ 3.835,12 |
| Nissan Kicks Active | R$ 117.990 | R$ 1.545,62 | R$ 2.589,27 | R$ 3.094,38 |
Os valores têm caráter apenas indicativo e podem variar conforme idade do condutor, CEP, histórico de sinistros, franquia, coberturas contratadas e política da seguradora. Além disso, fatores como custo de reparação, preço das peças e risco de roubo da região influenciam diretamente o cálculo da apólice.
Vencedor: Nissan Kicks Active.
Comparativo visual: dois estilos opostos para públicos diferentes

Visualmente, a comparação evidencia filosofias completamente distintas. O BYD Dolphin Mini aposta em um desenho compacto, com linhas arredondadas, faróis estreitos em LED, teto alto e aparência simpática. O objetivo é transmitir modernidade e eficiência, características típicas de veículos elétricos voltados ao uso nas grandes cidades.
Já o Nissan Kicks Active segue a tendência dos SUVs compactos, com a dianteira elevada, capô mais alto e posição de dirigir superior à de um hatch convencional. Mesmo sendo a configuração de entrada, o modelo preserva elementos valorizados pelo consumidor brasileiro, como iluminação Full LED, rodas de liga leve de 17 polegadas, lanternas traseiras em LED, retrovisores com repetidores de seta e acabamento externo bem resolvido.
Na prática, a diferença aparece principalmente na percepção de porte. O Kicks transmite sensação de veículo pertencente a uma categoria superior, enquanto o Dolphin Mini privilegia a facilidade de manobras, estacionamento e circulação em centros urbanos.
Também pesa o fator perfil de uso. Quem busca um automóvel para enfrentar ruas estreitas, vagas pequenas e deslocamentos diários tende a enxergar vantagem no hatch elétrico da BYD. Já famílias que valorizam posição elevada ao volante e aparência típica de SUV provavelmente se identificarão mais com o Nissan.
Vencedor: Nissan Kicks Active.
Motorização, consumo e desempenho
É justamente aqui que os dois carros começam a mostrar suas maiores diferenças. O BYD Dolphin Mini utiliza um motor elétrico de 75 cv e 13,8 kgfm de torque, alimentado por uma bateria de 38 kWh. Segundo o Inmetro, sua autonomia é de até 280 quilômetros, enquanto o consumo equivalente chega a 58,6 km/l na cidade e 41,9 km/l em rodoias. A velocidade máxima é limitada a 135 km/h, com aceleração de 0 a 100 km/h em 14,9 segundos.
O Nissan Kicks segue um caminho completamente diferente. Sob o capô está o conhecido motor 1.6 flex aspirado de quatro cilindros, que entrega até 113 cv e 15,2 kgfm de torque, sempre associado ao câmbio automático CVT. É um conjunto bastante conhecido no mercado brasileiro, amplamente utilizado pela Nissan e também por modelos da antiga parceria Renault-Nissan, justamente por sua robustez e baixo histórico de problemas mecânicos.
Embora o Kicks não seja referência em esportividade, o conjunto oferece desempenho suficiente para uso familiar, viagens e retomadas em rodovias, além de permitir abastecimento em praticamente qualquer cidade do país. Outro ponto favorável é a independência da infraestrutura de recarga, fator que ainda limita parte do público interessado em veículos elétricos.
Em custos de utilização, porém, o Dolphin Mini leva ampla vantagem quando existe possibilidade de recarga residencial. O gasto por quilômetro rodado costuma ser significativamente inferior ao de um modelo movido a gasolina ou etanol, além de exigir menos manutenção preventiva, já que dispensa trocas de óleo, filtros e diversos componentes presentes em motores a combustão.
Por outro lado, quem percorre grandes distâncias com frequência ou depende de viagens constantes encontrará no Kicks uma solução mais prática, eliminando preocupações com autonomia e disponibilidade de carregadores rápidos.
Vencedor: BYD Dolphin Mini.
Interior e acabamento: tecnologia contra funcionalidade
Ao entrar nos dois modelos, fica evidente que cada fabricante priorizou aspectos diferentes. O BYD Dolphin Mini aposta em um ambiente claramente mais tecnológico. O destaque é a central multimídia giratória de 10,1 polegadas, acompanhada por painel digital de 7 polegadas, carregador de celular por indução, conectividade 4G, atualizações remotas (OTA), aplicativo para monitoramento do veículo, chave por cartão NFC, ar-condicionado digital e bancos com revestimento premium, além de ajuste elétrico para o motorista. São recursos normalmente encontrados em categorias superiores.
Já o Nissan Kicks adota uma proposta mais conservadora. O painel utiliza materiais predominantemente rígidos, mas apresenta boa montagem e ergonomia. Os bancos Zero Gravity continuam sendo um dos principais diferenciais da marca, oferecendo excelente conforto em trajetos longos. A central multimídia Nissan Connect de 8 polegadas é intuitiva, compatível com Android Auto e Apple CarPlay, enquanto o volante multifuncional, chave presencial e piloto automático reforçam a praticidade no dia a dia.
Na percepção de qualidade, o Dolphin Mini impressiona mais pelo acabamento visual e pela quantidade de tecnologia embarcada. Já o Kicks transmite uma sensação de robustez e simplicidade que tende a agradar consumidores que valorizam comandos físicos e uma experiência menos dependente das telas.
Vencedor: BYD Dolphin Mini.
Dimensões, porta-malas e espaço interno: o SUV leva vantagem sem dificuldades
Se no acabamento o BYD Dolphin Mini chama atenção pela tecnologia, quando o assunto passa a ser espaço interno o cenário muda completamente. Afinal, trata-se de um hatch compacto enfrentando um SUV.
O Nissan Kicks Active mede 4.304 mm de comprimento, 1.760 mm de largura, 1.611 mm de altura e possui entre-eixos de 2.620 mm. Já o Dolphin Mini tem 3.780 mm de comprimento, 1.715 mm de largura, 1.580 mm de altura e entre-eixos de 2.500 mm. Na prática, são mais de 52 centímetros de diferença no comprimento e 12 centímetros extras entre os eixos em favor do SUV japonês.
Essa vantagem aparece principalmente para quem viaja com quatro ou cinco ocupantes. O banco traseiro do Kicks acomoda adultos com maior conforto, enquanto a posição de dirigir elevada melhora a visibilidade e facilita o acesso ao veículo.
No compartimento de bagagens, a diferença também é expressiva. O Kicks oferece 432 litros de capacidade, praticamente o dobro dos 230 litros disponíveis no Dolphin Mini. Isso significa transportar malas de viagem, carrinhos de bebê ou compras de supermercado com muito mais facilidade, sem a necessidade de rebater os bancos.
O hatch elétrico, por outro lado, aproveita muito bem sua arquitetura dedicada aos veículos elétricos. Mesmo compacto, entrega um espaço interno competente para quatro adultos e um assoalho praticamente plano, favorecendo o conforto dos passageiros traseiros. Ainda assim, o banco traseiro inteiriço limita um pouco a versatilidade na hora de ampliar o porta-malas.
Vencedor: Nissan Kicks Active.
Equipamentos: tecnologia faz o Dolphin Mini se destacar
Apesar de custarem praticamente o mesmo, os dois modelos seguem estratégias bastante diferentes na lista de equipamentos. O Nissan Kicks Active oferece um pacote bastante honesto para uma versão de entrada. Entre os principais itens estão seis airbags, controles de estabilidade e tração, assistente de partida em rampa, piloto automático, câmera de ré, sensores traseiros, chave presencial com partida por botão, multimídia Nissan Connect de 8 polegadas com Android Auto e Apple CarPlay, faróis Full LED, rodas de liga leve de 17 polegadas, sensor crepuscular e bancos Zero Gravity.

Já o BYD Dolphin Mini vai além. Além dos seis airbags, controles eletrônicos e piloto automático, o elétrico oferece painel digital de 7 polegadas, central multimídia giratória de 10,1 polegadas, carregador de celular por indução, ar-condicionado digital, ajuste elétrico do banco do motorista, chave presencial com cartão NFC, conectividade 4G, aplicativo remoto, atualizações OTA, função Vehicle-to-Load (V2L), modos de condução, freio de estacionamento eletrônico com Auto Hold e sistema de navegação integrado.
Na prática, o Dolphin Mini entrega uma sensação de carro pertencente a uma categoria superior. Mesmo deixando alguns recursos avançados de assistência à condução para versões mais caras da marca, seu pacote tecnológico supera com folga o oferecido pelo Kicks Active.
Vencedor: BYD Dolphin Mini.
Tabela comparativa das fichas técnicas
| Item | BYD Dolphin Mini | Nissan Kicks Active |
|---|---|---|
| Preço | R$ 119.990 | R$ 117.990 |
| Motorização | Elétrico | 1.6 Flex aspirado |
| Potência | 75 cv | 113 cv (etanol) |
| Torque | 13,8 kgfm | 15,2 kgfm |
| Transmissão | Automática (1 marcha) | CVT |
| Tração | Dianteira | Dianteira |
| 0 a 100 km/h | 14,9 s | — |
| Velocidade máxima | 135 km/h | — |
| Autonomia | 280 km (Inmetro) | — |
| Consumo | 58,6 km/l (cidade equivalente) | Flex |
| Comprimento | 3.780 mm | 4.304 mm |
| Entre-eixos | 2.500 mm | 2.620 mm |
| Porta-malas | 230 litros | 432 litros |
| Rodas | Liga leve aro 16 | Liga leve aro 17 |
Dados oficiais das fabricantes.
Conclusão: qual eu levaria para casa?
Comparar o BYD Dolphin Mini com o Nissan Kicks Active mostra como o mercado brasileiro mudou rapidamente. Hoje, um elétrico compacto e um SUV flex disputam exatamente o mesmo consumidor, mas entregam experiências completamente diferentes.
O Dolphin Mini conquista pela tecnologia embarcada, pelo baixo custo de utilização e pela experiência de condução típica dos veículos elétricos. É um carro que faz enorme sentido para quem roda diariamente em ambiente urbano, possui infraestrutura para recarga em casa ou no trabalho e quer economizar combustível sem abrir mão de conectividade.
O Kicks Active, por sua vez, aposta em atributos tradicionais que continuam sendo muito valorizados. O espaço interno é superior, o porta-malas atende melhor uma família, o motor flex elimina qualquer preocupação com autonomia e a posição elevada ao volante oferece uma sensação de segurança que muitos consumidores ainda preferem.
No fim, não existe um vencedor absoluto para todos os perfis. Mas, considerando exclusivamente o conjunto oferecido pelo preço cobrado, o BYD Dolphin Mini entrega mais tecnologia, mais equipamentos e um custo operacional significativamente menor, enquanto o Nissan Kicks Active se torna a escolha mais racional para quem viaja com frequência.
Se a decisão fosse para a minha garagem, eu levaria o BYD Dolphin Mini. A diferença de preço é mínima, mas o hatch elétrico oferece um pacote tecnológico muito mais completo, além de proporcionar uma experiência de condução moderna e custos de uso bastante inferiores para quem consegue aproveitar a recarga doméstica.
Vencedores por categoria
| Quesito | Vencedor |
|---|---|
| Revisões | 🏆 Nissan Kicks Active |
| Seguro | 🏆 Nissan Kicks Active |
| Visual | 🏆 Nissan Kicks Active |
| Motorização, consumo e desempenho | 🏆 BYD Dolphin Mini |
| Interior e acabamento | 🏆 BYD Dolphin Mini |
| Espaço interno e porta-malas | 🏆 Nissan Kicks Active |
| Equipamentos | 🏆 BYD Dolphin Mini |
| Resultado final | 🏆 BYD Dolphin Mini (3 x 4) |











