Dolphin Mini perde fôlego em junho e vê BYD Song se aproximar
Foto: BYD/Divulgação

O BYD Dolphin Mini vem se destacando no mercado brasileiro. O elétrico teve um crescimento impressionante em 2026, atingindo seu ponto alto em maio, quando foram emplacadas 7.577 unidades. Esse número não só representa o melhor desempenho do modelo da marca chinesa, como também faz dele o elétrico mais vendido em um único mês no Brasil. Em 2025, o Dolphin Mini vendeu 32.490 unidades, e até 10 de junho de 2026, já somava 31.297 unidades, quase alcançando o total do ano passado antes mesmo do término do primeiro semestre.

De acordo com a Fenabrave, até 10 de junho o Dolphin Mini emplacou 2.082 unidades, uma queda de 13,6% em relação a maio. No ranking geral, que inclui carros e comerciais leves, quem lidera é a Fiat Strada, com 4.597 unidades vendidas no mês e 73.330 unidades no acumulado de 2026.

O Volkswagen Polo aparece em segundo lugar, com 3.500 unidades licenciadas, seguido pelo Volkswagen T-Cross, que é o SUV mais vendido, com 3.214 unidades. Em seguida vêm o Hyundai HB20, com 2.920 unidades, e o Fiat Argo, com 2.850 unidades.

Outro modelo da BYD que vem se aproximando do Dolphin Mini é o BYD Song, que emplacou 2.038 unidades, ficando apenas 44 unidades atrás do irmão menor.

Principais detalhes do BYD Dolphin Mini

O BYD Dolphin Mini chegou à linha 2026 reforçando a posição de protagonista entre os carros elétricos mais acessíveis do mercado brasileiro. Líder de vendas no segmento, o compacto recebeu ajustes pontuais de acabamento, melhorias de conforto e manteve a fórmula que o transformou em um fenômeno comercial desde sua estreia no país.

O sucesso do modelo não é por acaso. Com quase 90 mil unidades comercializadas desde o lançamento, o hatch da BYD consolidou-se como porta de entrada para a eletrificação no Brasil ao combinar preço competitivo, baixo custo de uso e uma lista de equipamentos que supera a de muitos veículos a combustão da mesma faixa de preço.

Visualmente, as mudanças foram discretas. A principal novidade está na traseira, onde a inscrição por extenso da marca deu lugar apenas ao logotipo BYD, deixando o desenho mais limpo. A linha também ganhou novas opções de cores e rodas redesenhadas, mantendo a identidade que ajudou o modelo a se destacar nas ruas.

Dolphin Mini perde fôlego em junho e vê BYD Song se aproximar
Foto: BYD/Divulgação

Por dentro, a cabine preserva a arquitetura já conhecida, mas passa a adotar uma nova combinação de tons de azul e preto nos revestimentos. Bancos, portas, painel e console central receberam o novo acabamento, enquanto a qualidade de montagem continua sendo um dos pontos positivos, com encaixes bem executados e boa percepção de robustez.

Mesmo sendo um dos elétricos mais baratos do país, o Dolphin Mini oferece um pacote bastante completo. A versão principal traz seis airbags, painel digital de 7 polegadas, central multimídia de 10,1 polegadas com Android Auto e Apple CarPlay sem fio, chave presencial, partida por botão, ar-condicionado digital e controle de cruzeiro.

O conjunto ainda inclui câmera com visão em 360 graus, sensores de estacionamento, carregador de celular por indução, monitoramento da pressão dos pneus, controles eletrônicos de tração e estabilidade, assistente de partida em rampas e iluminação totalmente em LED. São equipamentos que ajudam a justificar a popularidade do modelo entre motoristas urbanos e de aplicativo.

Nas dimensões, o compacto mantém foco na mobilidade urbana. São cerca de 3,78 metros de comprimento, 1,72 metro de largura, 1,58 metro de altura e 2,50 metros de entre-eixos. Apesar do tamanho reduzido, o espaço interno acomoda até cinco ocupantes com relativo conforto para o uso cotidiano.

O porta-malas, porém, continua sendo uma das limitações do projeto. Com apenas 230 litros de capacidade, o compartimento atende deslocamentos urbanos e pequenas viagens, mas fica atrás de alguns concorrentes diretos. A proposta do modelo, entretanto, sempre esteve voltada para a cidade e não para longos percursos familiares.

A motorização permanece inalterada. O hatch utiliza um motor elétrico dianteiro que entrega 75 cavalos de potência e 13,8 kgfm de torque. Segundo a fabricante, o conjunto é capaz de levar o carro da imobilidade aos 100 km/h em aproximadamente 15 segundos, desempenho suficiente para a proposta urbana do veículo.

A energia é armazenada em uma bateria de 38 kWh, que garante autonomia de até 280 quilômetros segundo o padrão do Inmetro. Em avaliações práticas, o consumo tem se mostrado eficiente, permitindo percorrer distâncias superiores às divulgadas oficialmente em condições favoráveis de utilização.

No carregamento, o Dolphin Mini aceita até 6,6 kW em corrente alternada e 40 kW em corrente contínua. Isso significa que uma carga completa em equipamentos residenciais pode ser feita em pouco mais de seis horas, enquanto recargas rápidas exigem aproximadamente uma hora para recuperar boa parte da capacidade da bateria.

Outra evolução importante da linha 2026 aparece na calibração da suspensão. Proprietários das primeiras unidades relatavam balanços excessivos em pisos irregulares e emendas de pontes. Sem fazer alarde, a BYD revisou os amortecedores, tornando o comportamento mais firme e adaptado às condições das ruas brasileiras.

Com preço sugerido de R$ 119.990 na versão mais equipada e opções simplificadas voltadas para públicos com benefícios fiscais, o BYD Dolphin Mini segue como uma das alternativas mais competitivas da eletrificação nacional. A combinação de autonomia adequada, equipamentos abundantes, manutenção reduzida e custo operacional baixo ajuda a explicar por que ele continua sendo o carro elétrico mais vendido do Brasil.

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