Sonic 2027 reforça segurança, mas reserva três recursos para a versão RS
Foto: Viamar Anhaia Mello/Divulgação

O segmento de SUVs compactos ganhou mais um concorrente com a chegada do Chevrolet Sonic. Apesar de recuperar um nome conhecido, o modelo não tem relação direta com o antigo hatch: agora, assume a função de utilitário esportivo e ocupa o espaço entre Onix e Tracker na gama da marca.

O projeto aproveita componentes e soluções já utilizados no Onix, estratégia semelhante à adotada por outras fabricantes em SUVs derivados de compactos. Portas, elementos da cabine e componentes estruturais ajudam a reduzir custos, enquanto dianteira e traseira receberam desenho próprio.

Na frente, os faróis divididos e a iluminação em LED aproximam o Sonic da identidade visual mais recente da Chevrolet. Na traseira, as lanternas em LED formam uma assinatura luminosa horizontal e ajudam a diferenciar o SUV do hatch que serviu de base para parte do projeto.

Leia também

Tamanho coloca o Sonic entre os SUVs menores

Segundo as informações oficiais da Chevrolet, o Sonic mede 4,23 metros de comprimento, 1,77 metro de largura e 1,53 metro de altura. Com essas dimensões, fica em uma faixa intermediária entre modelos como Fiat Pulse e Renault Kardian e SUVs compactos maiores.

O espaço traseiro deve ser considerado principalmente por quem costuma transportar adultos com frequência. O aproveitamento da cabine é adequado à proposta de um SUV compacto, mas vale conferir pessoalmente a acomodação no banco traseiro antes da compra, especialmente no caso de famílias que utilizam regularmente os cinco lugares.

Em compensação, os 20 centímetros de altura livre do solo são interessantes para o uso brasileiro. A medida favorece a passagem por lombadas, valetas e trechos de pavimento irregular.

Chevrolet Sonic 2027 aposta em tecnologia, mas faz concessões pelo preço
Foto: Viamar Anhaia Mello/Divulgação

Como é o conjunto mecânico do Sonic

A Chevrolet realizou calibrações específicas na direção elétrica e na suspensão para adequar o conjunto à proposta do Sonic. Segundo a fabricante, molas, amortecedores e outros componentes receberam ajustes próprios para o modelo.

Sob o capô está o motor 1.0 turbo flex de três cilindros com injeção direta, associado ao câmbio automático de seis marchas. O conjunto entrega até 115 cv e 18,9 kgfm de torque.

Não é uma configuração criada com foco em esportividade, apesar da aparência da versão RS. A proposta é equilibrar desempenho, consumo e facilidade de utilização no trânsito urbano e em viagens.

Segundo os dados divulgados pela Chevrolet, o Sonic acelera de 0 a 100 km/h na casa dos 10 segundos. A marca também informa aproximadamente 8 segundos na retomada de 80 a 120 km/h.

Consumo é um dos pontos positivos

De acordo com os números divulgados pela Chevrolet com base no ciclo do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular do Inmetro, o Sonic pode chegar a 14,8 km/l na estrada com gasolina. Com etanol, a marca informa até 10,4 km/l em ciclo rodoviário.

O modelo também utiliza sistema Stop/Start, que desliga automaticamente o motor em determinadas paradas e volta a acioná-lo quando o motorista retoma a condução. O sistema pode ser desativado pelo condutor.

Para quem roda bastante, a combinação de motor 1.0 turbo com consumo contido pode pesar mais na decisão de compra do que números elevados de potência.

Tecnologia é um dos principais argumentos

O interior mostra onde a Chevrolet concentrou boa parte dos esforços. A cabine reúne central multimídia de 11 polegadas e painel de instrumentos digital de 8 polegadas.

Há Android Auto e Apple CarPlay sem fio, Bluetooth para dois celulares, serviços conectados OnStar e possibilidade de Wi-Fi embarcado. O sistema também permite receber atualizações remotas de software.

O acabamento utiliza plástico rígido em diferentes áreas, combinado a materiais macios ao toque em pontos específicos, como os apoios de braço.

Os bancos utilizam uma camada adicional de espuma, enquanto o volante oferece regulagens de altura e profundidade. Há ainda entradas USB dianteiras e traseiras e carregador de celular por indução.

Segurança merece atenção

O Sonic traz seis airbags, controles eletrônicos de estabilidade e tração e uma nova geração do Chevrolet Intelligent Driving.

Entre os recursos estão frenagem automática de emergência, assistente de permanência em faixa com correção ativa, função de manutenção de faixa em situações de perigo e alerta de ponto cego.

A versão RS acrescenta farol alto automático e o Easy Park, sistema que auxilia o motorista em vagas paralelas ou perpendiculares assumindo os movimentos da direção enquanto acelerador, freio e seleção de marcha permanecem sob responsabilidade do condutor.

Uma ausência relevante é o controle de cruzeiro adaptativo, principalmente porque o equipamento já aparece em alguns concorrentes e pode ser valorizado por quem utiliza o veículo frequentemente em rodovias.

RS muda mais o visual do que o desempenho

A versão RS aposta principalmente na aparência. Teto e rodas escurecidos, além de detalhes específicos, deixam o carro visualmente mais esportivo.

Na cabine aparecem acabamento predominantemente preto, costuras decorativas e cintos de segurança vermelhos.

Como Premier e RS utilizam o mesmo conjunto de motor e transmissão, a escolha da configuração esportiva está relacionada principalmente ao visual e aos equipamentos adicionais, e não a um ganho de potência.

Chevrolet Sonic 2027 aposta em tecnologia, mas faz concessões pelo preço
Foto: Viamar Anhaia Mello/Divulgação

Porta-malas atende bem

O porta-malas oferece 392 litros de capacidade, segundo a Chevrolet. O volume é suficiente para compras, bagagens de uma pequena família e viagens curtas.

É uma característica importante para quem está migrando de um hatch e procura mais versatilidade sem necessariamente partir para um SUV de dimensões maiores.

E a correia banhada a óleo?

O sistema de distribuição do motor é um ponto que merece atenção principalmente na manutenção. Como ocorre em qualquer conjunto mecânico que dependa de especificações determinadas pelo fabricante, utilizar o lubrificante correto e respeitar os intervalos previstos no manual é fundamental para preservar o funcionamento e a durabilidade dos componentes.

Por isso, o proprietário deve seguir o plano de manutenção e as especificações determinadas pela Chevrolet, evitando lubrificantes fora do padrão indicado para o motor.

A fabricante informa garantia de até cinco anos para o Sonic. As condições, limitações e itens cobertos devem ser consultados no manual de garantia e na rede autorizada da marca.

Preço e versões

O Sonic estreou inicialmente nas configurações Premier e RS.

VersãoPreço promocionalPreço anunciado
PremierR$ 129.990R$ 134.990
RSR$ 135.990R$ 140.990

As condições podem variar conforme concessionária, estoque e período da oferta.

Vale a pena comprar o Chevrolet Sonic?

O Sonic faz mais sentido para quem procura um SUV compacto com boa conectividade, consumo competitivo, porta-malas adequado e pacote abrangente de segurança, sem necessariamente precisar das dimensões de um SUV maior.

Entre os pontos positivos estão a tecnologia embarcada, a altura livre do solo, a eficiência do conjunto e os equipamentos de assistência ao motorista. Do outro lado, o acabamento com presença de plástico rígido e a ausência de controle de cruzeiro adaptativo devem entrar na comparação.

Na faixa de R$ 130 mil a R$ 140 mil, a decisão não é simples. Fiat Pulse, Renault Kardian e Volkswagen Tera apresentam propostas diferentes e podem ser melhores em pontos específicos.

O Sonic não precisa ser o mais potente ou espaçoso para competir. Seu argumento está no equilíbrio entre equipamentos, conectividade, consumo e preço. Para o comprador, o melhor caminho é comparar principalmente Premier e RS com versões equivalentes dos rivais, observando quais equipamentos realmente justificam a diferença de preço.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui