A GWM oficializou em 30 de junho de 2026 o projeto de sua segunda fábrica no Brasil. A nova unidade será instalada em Aracruz, no Espírito Santo, e integra o plano de investimentos de mais de R$ 10 bilhões da fabricante no país.
Segundo as informações divulgadas sobre o empreendimento, a operação está prevista para começar em 2029, enquanto a capacidade poderá chegar a 200 mil veículos por ano. O projeto foi concebido para trabalhar com diferentes tecnologias de propulsão e reforçar o Brasil como base industrial da GWM para a América Latina.
A fábrica será construída em uma área de aproximadamente 1,7 milhão de metros quadrados, às margens da ES-257, na região de Barra do Riacho. O investimento previsto especificamente para o empreendimento é de aproximadamente R$ 4,6 bilhões.
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Aracruz foi escolhida também pela logística
A localização da nova fábrica é uma parte importante da estratégia.
De acordo com as informações divulgadas pela Prefeitura de Aracruz, a GWM considerou fatores como proximidade dos principais mercados consumidores, posição costeira e facilidade logística para receber insumos e exportar veículos.
Depois de atender à demanda brasileira, a unidade deverá participar do abastecimento de outros mercados latino-americanos, incluindo Argentina, México, Chile, Colômbia e Uruguai.
Isso amplia a importância do projeto. Aracruz não será apenas mais uma unidade destinada ao mercado doméstico, mas poderá assumir papel relevante na estratégia de exportação da fabricante.
Fábrica terá proposta multienergia
Um dos principais diferenciais do projeto está na flexibilidade industrial.
A nova unidade está alinhada à estratégia multienergia da GWM, permitindo à fabricante trabalhar com diferentes tecnologias conforme a evolução de seus produtos e da demanda do mercado.
Na prática, essa flexibilidade pode se tornar particularmente importante em um momento no qual o mercado brasileiro ainda convive com veículos a combustão, híbridos e totalmente elétricos.
Em vez de depender exclusivamente do crescimento de uma única tecnologia, a estrutura industrial poderá acompanhar as decisões futuras da própria fabricante sobre seu portfólio brasileiro.
Projeto prevê cadeia industrial mais completa
A fábrica também deverá ir além da montagem final dos automóveis.
O projeto prevê etapas como estamparia, soldagem, pintura e montagem, além de produção local de componentes e insumos. A estratégia tende a ampliar a participação de fornecedores instalados no Brasil na cadeia produtiva da GWM.
A nacionalização é particularmente importante para uma fabricante que está ampliando rapidamente sua presença no país. Uma cadeia local mais estruturada pode diminuir a dependência logística de componentes importados, embora seus efeitos sobre preços e custos para o consumidor dependam de diferentes fatores.

Empregos acompanham dimensão do empreendimento
O impacto da fábrica também deverá aparecer na geração de empregos.
As estimativas divulgadas pelo poder público apontam para mais de 10 mil empregos diretos e indiretos relacionados ao projeto e à operação industrial.
Além dos postos dentro da fábrica, um complexo desse porte pode estimular fornecedores de componentes, empresas de logística e diferentes prestadores de serviços da região.
A dimensão do empreendimento ajuda a mostrar que a estratégia da GWM no Brasil deixou de estar concentrada somente na importação e comercialização de veículos.
Ora 5 reforça estratégia de eletrificação
O GWM Ora 5 já faz parte da expansão da fabricante no mercado brasileiro.
O SUV é o primeiro modelo 100% elétrico da GWM nessa categoria comercializado no país. Segundo a própria fabricante, utiliza motor elétrico de 204 cv, bateria LFP de 58,3 kWh e possui autonomia oficial de 349 km segundo o padrão do Inmetro. A marca também informa aceleração de 0 a 100 km/h em 7,7 segundos.
A presença de um modelo elétrico no portfólio brasileiro reforça a importância de uma estrutura industrial capaz de acompanhar diferentes caminhos de eletrificação.
Não significa, entretanto, que todas as configurações ou tecnologias oferecidas pela GWM em outros mercados necessariamente serão fabricadas em Aracruz. A definição dos demais produtos dependerá dos anúncios futuros da empresa.
Aracruz amplia a estrutura industrial da GWM
A nova fábrica também representa uma expansão significativa da operação iniciada pela GWM em Iracemápolis, São Paulo.
Enquanto a primeira unidade marcou o início da produção brasileira da fabricante, Aracruz foi planejada para uma escala industrial maior e com estrutura destinada a sustentar a expansão da empresa nos próximos anos.
Com capacidade projetada para chegar a 200 mil veículos anuais, o complexo capixaba poderá assumir papel importante tanto no abastecimento brasileiro quanto nas exportações para outros países da América Latina.
Nova fábrica mostra uma estratégia de longo prazo
A decisão de construir uma segunda fábrica ajuda a dimensionar a aposta da GWM no mercado brasileiro.
O projeto combina grande capacidade produtiva, localização próxima à infraestrutura portuária, possibilidade de exportação e flexibilidade para diferentes tecnologias de propulsão.
Mais do que simplesmente aumentar a quantidade de carros produzidos no país, a fábrica de Aracruz amplia a estrutura necessária para que a GWM adapte sua produção conforme o mercado automotivo brasileiro evoluir.
Com operação prevista para 2029, o empreendimento ainda terá vários anos de implantação até atingir sua configuração definitiva. A confirmação dos próximos modelos, fornecedores e etapas de expansão deverá mostrar com maior clareza qual será o peso de Aracruz dentro da estratégia da fabricante para o Brasil e a América Latina.
