A Xiaomi levou a família YU7 para um território bem diferente daquele ocupado pelas versões convencionais. Apresentado oficialmente na China em 21 de maio de 2026, o YU7 GT combina dois motores elétricos, tração integral, bateria de grande capacidade e preparação específica de chassi para assumir o posto de versão de alto desempenho do SUV.
O modelo parte de 389.900 yuans no mercado chinês. Mais do que simplesmente aumentar a potência, a fabricante trabalhou em suspensão, freios, gerenciamento eletrônico e aerodinâmica para criar uma configuração própria dentro da gama.
A proposta combina desempenho de alto nível com características de uso cotidiano e viagens, preservando o espaço e a autonomia esperados de um SUV de grande porte.
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Dois motores levam o YU7 GT além dos 1.000 PS
O sistema de propulsão utiliza dois motores elétricos e tração integral. Antes mesmo da apresentação comercial, o veículo já havia aparecido nos registros do Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China.
Na documentação oficial do MIIT para o Xiaomi YU7 GT, o motor dianteiro possui potência máxima de 288 kW, enquanto o traseiro alcança 450 kW. O órgão também registra velocidade máxima de até 300 km/h, bateria ternária de íons de lítio e rodas de 21 polegadas.
Na configuração definitiva, a Xiaomi informa potência superior a 1.000 PS para o conjunto. A combinação coloca o GT em uma categoria bastante diferente daquela ocupada pelo YU7 convencional.
De acordo com a página oficial do Xiaomi YU7 GT, o SUV foi desenvolvido com foco em alto desempenho sem abandonar conforto e autonomia para viagens. A fabricante também detalha nessa página o conjunto de propulsão, chassi, bateria e equipamentos específicos da versão.
Com o conjunto definitivo, o YU7 GT acelera de 0 a 100 km/h em 2,92 segundos e alcança 300 km/h de velocidade máxima. O modelo utiliza ainda uma evolução do motor elétrico de alto desempenho desenvolvido pela Xiaomi.

Bateria de 101,7 kWh permite até 705 km
Desempenho elevado normalmente cobra seu preço em consumo de energia, mas a Xiaomi procurou preservar uma autonomia elevada.
O YU7 GT utiliza bateria ternária de lítio de 101,7 kWh e arquitetura elétrica de alta tensão. A autonomia declarada chega a 705 km pelo ciclo chinês CLTC.
É importante colocar esse número em contexto. O resultado obtido no CLTC não pode ser comparado diretamente à autonomia divulgada pelo Inmetro no Brasil, já que os procedimentos de homologação são diferentes.
Outro destaque está na capacidade de carregamento rápido. Em condições ideais e utilizando uma estação compatível com a arquitetura elétrica do veículo, o sistema consegue recuperar uma quantidade elevada de energia em poucos minutos.
Na prática, velocidade de recarga e autonomia recuperada dependem de fatores como potência disponível no carregador, temperatura da bateria e estado de carga no momento da conexão.
Chassi foi preparado para acompanhar o desempenho
Acelerar de 0 a 100 km/h em menos de três segundos exige alterações que vão muito além de motores mais potentes.
O YU7 GT recebeu uma configuração específica de suspensão, combinando sistema pneumático de duas câmaras com amortecedores controlados eletronicamente. A solução permite modificar características do conjunto conforme o modo de condução e as condições da pista.
A preparação também envolve componentes responsáveis por administrar a elevada potência enviada aos dois eixos.
Nos freios, a Xiaomi utiliza componentes de alto desempenho para aumentar a resistência térmica e preservar a capacidade de desaceleração em situações de utilização mais intensa.
Com isso, o GT se distancia tecnicamente de uma versão convencional equipada apenas com motores mais fortes.
Visual ganhou alterações funcionais
A identidade do YU7 continua evidente, mas a versão GT apresenta diferenças importantes.
A carroceria mantém a silhueta de SUV com perfil de cupê, enquanto para-lamas mais pronunciados, componentes aerodinâmicos e rodas de 21 polegadas deixam o conjunto visualmente mais agressivo. O próprio registro do MIIT confirma pneus 265/40 R21 na dianteira e 295/35 R21 na traseira.
A Xiaomi também disponibiliza diferentes opções de acabamento externo e interno, além de componentes especiais entre os itens de personalização.

As mudanças não possuem função exclusivamente estética. Parte do desenvolvimento está relacionada à refrigeração, estabilidade em velocidades elevadas e gerenciamento do fluxo de ar ao redor da carroceria.
YU7 GT passa dos cinco metros
Mesmo com números próximos aos encontrados em automóveis esportivos, o YU7 GT continua sendo um veículo grande.
Os documentos de homologação registram 5,015 metros de comprimento, 2,007 metros de largura, 1,597 metro de altura e exatamente 3 metros de entre-eixos. O peso em ordem de marcha informado ao órgão chinês é de 2.460 kg.
Essas proporções permitem preservar uma cabine espaçosa apesar da preparação esportiva.
Pela combinação de desempenho, dimensões e proposta de utilização, o YU7 GT se aproxima mais do conceito de um gran turismo de alto desempenho do que de um veículo desenvolvido exclusivamente para pista.
Por isso, comparar o modelo diretamente a superesportivos apenas pela aceleração pode produzir uma conclusão enganosa. Arquitetura, peso, espaço interno e finalidade são bastante diferentes.
YU7 GT amplia a estratégia automotiva da Xiaomi
A chegada da versão GT também ajuda a mostrar a rapidez com que a Xiaomi ampliou sua atuação na indústria automobilística.
Depois de iniciar sua ofensiva com o SU7 e avançar para os SUVs com o YU7, a fabricante passa a utilizar uma configuração de alto desempenho para demonstrar tecnologias desenvolvidas internamente.
O modelo também permanece integrado à estratégia tecnológica mais ampla da empresa, que procura aproximar automóvel, dispositivos pessoais e produtos domésticos dentro de um mesmo ecossistema.
Nesse contexto, o YU7 GT funciona tanto como produto comercial quanto como uma vitrine das tecnologias que a Xiaomi vem desenvolvendo para seus veículos elétricos.
YU7 GT parte de 389.900 yuans
No mercado chinês, o Xiaomi YU7 GT parte de 389.900 yuans, enquanto pacotes e opcionais podem elevar o valor final.
Não é adequado simplesmente converter esse preço para reais e utilizá-lo como uma projeção de quanto o veículo custaria no Brasil. Impostos, transporte, homologação e estratégia comercial poderiam modificar completamente o valor em outro mercado.
Por enquanto, portanto, o YU7 GT deve ser analisado principalmente dentro da realidade chinesa.
Com potência superior a 1.000 PS, 0 a 100 km/h em 2,92 segundos, máxima de 300 km/h, bateria de 101,7 kWh e até 705 km pelo ciclo CLTC, o SUV mostra uma face diferente da expansão automotiva da Xiaomi. Mais do que buscar apenas volume, o GT serve para demonstrar até onde a plataforma elétrica da fabricante pode chegar quando desempenho, tecnologia e autonomia passam a dividir o centro do projeto.
