A BYD deu mais um passo importante em sua estratégia global de eletrificação ao lançar oficialmente o novo Dolphin G DM-i na Europa. Mais do que a chegada de um novo hatch híbrido, a estreia revela detalhes de um modelo que deverá ter papel relevante no mercado brasileiro nos próximos anos, inclusive com potencial produção nacional.
O Dolphin G surge como uma das principais apostas da fabricante para ampliar sua presença fora da China. Desenvolvido desde o início para atender mercados internacionais, o modelo não é uma adaptação dos atuais Dolphin elétricos, mas sim um projeto inédito focado em eficiência, autonomia e custos reduzidos de utilização.
O modelo é comercializado na região por valores que variam de 25 mil a 30 mil euros, faixa que corresponde a aproximadamente R$ 150 mil a R$ 180 mil sem considerar impostos e taxas.A importância do lançamento vai além do mercado europeu.
O hatch aparece entre os candidatos mais fortes para integrar a expansão industrial da BYD em Camaçari, na Bahia, a partir de 2027. A expectativa é que o veículo seja fabricado localmente e receba a tecnologia flex já aplicada ao Atto 2 DM-i.

Posicionado entre os elétricos Dolphin Mini e Dolphin no portfólio da marca, o novo modelo aposta na tecnologia híbrida plug-in para oferecer maior versatilidade. A proposta combina condução predominantemente elétrica no uso diário com autonomia suficiente para longas viagens sem preocupações com recarga.
Visualmente, o Dolphin G adota uma identidade própria. A dianteira traz faróis de LED afilados conectados por uma faixa escurecida, enquanto as laterais exibem maçanetas semi-embutidas, ampla área envidraçada e teto elevado. Na traseira, as lanternas integradas reforçam o aspecto moderno do conjunto.
O hatch mede 4,16 metros de comprimento, 1,82 metro de largura, 1,57 metro de altura e possui entre-eixos de 2,61 metros. Apesar das dimensões compactas, o espaço interno é um dos destaques, especialmente pelo porta-malas de 425 litros, capacidade superior à de muitos utilitários esportivos compactos.
O interior segue o padrão tecnológico mais recente da fabricante chinesa. O painel reúne quadro de instrumentos digital, central multimídia de até 12,8 polegadas, carregador de celular por indução, console elevado e acabamento com diferentes texturas e detalhes em preto brilhante.
A lista de equipamentos inclui ainda controle de velocidade adaptativo, frenagem automática de emergência, assistente de permanência em faixa, monitoramento de ponto cego, alerta de tráfego cruzado, câmera de visão panorâmica e projetor de informações no para-brisa nas versões mais completas.
Na mecânica, o Dolphin G utiliza a mesma base tecnológica do recém-lançado Atto 2 DM-i. O sistema combina um motor 1.5 aspirado de quatro cilindros com um propulsor elétrico dianteiro, priorizando a tração elétrica sempre que possível para aumentar a eficiência energética.
A versão de entrada entrega potência combinada de 175 cv e utiliza bateria de 7,4 kWh, suficiente para percorrer até 40 quilômetros no modo totalmente elétrico pelo ciclo europeu. Já as configurações superiores elevam a potência para 212 cv e utilizam bateria de aproximadamente 18 kWh.

Nessas versões mais avançadas, a autonomia elétrica varia entre 90 e 105 quilômetros sem consumir combustível. A proposta é permitir que grande parte dos deslocamentos urbanos seja realizada apenas com energia armazenada na bateria, reduzindo significativamente o consumo diário.
Mesmo com foco na eficiência, o desempenho permanece competitivo. O hatch acelera de 0 a 100 km/h em 8,3 segundos e alcança velocidade máxima de 180 km/h. Segundo a BYD, todas as configurações ultrapassam os 1.000 quilômetros de autonomia combinada entre eletricidade e combustível.
Outro diferencial importante está no sistema de carregamento rápido. As versões equipadas com a bateria maior aceitam recarga em corrente contínua de até 39 kW, permitindo recuperar o nível de carga de 10% para 80% em aproximadamente 26 minutos.
Embora a marca ainda não tenha confirmado oficialmente sua chegada ao Brasil, o Dolphin G já é visto como peça estratégica para a próxima fase de expansão da BYD no país. Ao unir eletrificação, grande autonomia, espaço interno e custos reduzidos de uso, o modelo reúne características alinhadas às principais demandas do consumidor brasileiro atual.











