A nova geração do Fiat Fastback foi flagrada sem qualquer camuflagem durante testes na Europa, revelando pela primeira vez a versão de entrada do SUV cupê. As imagens mostram detalhes inéditos do modelo, que será vendido no continente com o nome Fiat Grizzly Fastback e fará parte de uma nova família global da marca italiana. A estreia oficial está prevista para outubro, durante o Salão do Automóvel de Paris, enquanto o lançamento no Brasil é esperado apenas entre 2027 e 2028.
Os registros confirmam a adoção da nova identidade visual da Fiat, inspirada no Grande Panda. Na dianteira, o SUV traz grade estreita e retangular, logotipo centralizado e faróis de formato retangular com assinatura luminosa composta por elementos em LED pixelados. O conjunto transmite uma aparência mais moderna, mas preserva a proposta robusta característica dos utilitários esportivos da marca.
As imagens divulgadas pelo fotógrafo Walter Vayr mostram uma configuração de entrada, identificada por soluções mais simples em relação à versão topo de linha já apresentada anteriormente. O modelo utiliza revestimentos foscos nas caixas de roda, substituindo os acabamentos em preto brilhante, além de rodas de menor diâmetro e desenho mais discreto. Na traseira, as lanternas também mudam, deixando de lado a barra luminosa contínua para adotar conjuntos menores posicionados nas extremidades da carroceria.
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O perfil lateral mantém o teto com queda acentuada, característica que consolidou o Fastback como um SUV cupê. Na traseira, porém, o desenho evolui significativamente. O para-choque passa a ser mais robusto, enquanto o conjunto traseiro ganha linhas mais arredondadas e limpas. As lanternas ficam integradas a uma faixa preta que atravessa toda a largura do veículo, criando uma interpretação própria da tendência das barras luminosas.
Plataforma inédita amplia espaço interno e prepara eletrificação
Além das mudanças visuais, a principal evolução estará na estrutura. A nova geração abandonará a atual plataforma MLA para adotar a arquitetura Smart Car, uma evolução da base CMP já utilizada por modelos como Citroën C3, Aircross, Basalt, Grande Panda e ë-C3. A nova plataforma foi desenvolvida para acomodar diferentes tipos de motorização, incluindo versões a combustão, híbridas leves e totalmente elétricas.
Com a nova arquitetura, o Fastback deverá crescer em espaço interno. A distância entre-eixos passará dos atuais 2,53 metros para aproximadamente 2,60 metros, proporcionando mais conforto principalmente para os ocupantes do banco traseiro. O comprimento continuará abaixo de 4,5 metros, preservando dimensões compatíveis com o segmento de SUVs compactos.

Embora o interior ainda não tenha sido revelado oficialmente, registros anteriores indicam um painel completamente redesenhado. A cabine deverá receber uma central multimídia posicionada em destaque sobre o painel e um quadro de instrumentos totalmente digital, seguindo a tendência adotada pelos lançamentos mais recentes da Fiat na Europa.
No mercado europeu, a expectativa é que o Grizzly Fastback seja oferecido com motor 1.2 turbo de 100 cv, uma versão híbrida de 143 cv baseada no mesmo propulsor e uma configuração totalmente elétrica de 113 cv, equipada com baterias de 44 ou 54 kWh e autonomia próxima de 400 quilômetros no ciclo WLTP.
Para o Brasil, entretanto, a estratégia deverá ser diferente. A tendência é que a Fiat mantenha as motorizações já conhecidas, incluindo o 1.0 Turbo Flex de até 130 cv, nas versões convencional e híbrida leve de 12 volts, além do 1.3 Turbo Flex de até 185 cv. A principal novidade poderá ser a adoção do sistema híbrido leve de 48 volts nesse motor, tecnologia já utilizada em modelos da Stellantis como Jeep Renegade, Compass, Commander e Fiat Toro.
A chegada da nova geração do Fastback ao mercado brasileiro faz parte do plano de investimentos de R$ 30 bilhões da Stellantis no país até 2030. O projeto integra uma ofensiva que prevê o lançamento de dez novos veículos, incluindo as próximas gerações de Argo, Pulse, Strada e Toro, além de um inédito SUV de sete lugares. Com isso, o Fastback deixará de ser um produto regional para assumir uma posição global dentro da estratégia da Fiat.











