Renault celebra 800 mil unidades do Kwid produzidas no Brasil
Foto: Renault

A marca de 800 mil unidades produzidas mostra que o Renault Kwid deixou de ser apenas uma aposta da fabricante francesa para se tornar um dos projetos mais importantes da operação brasileira. Lançado em 2017 para disputar o segmento de entrada, o hatch consolidou sua presença no mercado ao combinar baixo consumo de combustível, custo de manutenção competitivo e uma proposta voltada ao uso urbano. Atualmente, o modelo é vendido nas versões Zen, Intense e Outsider, com preços entre R$ 82.790 e R$ 91.190.

Fabricado no Complexo Ayrton Senna, em São José dos Pinhais (PR), o Kwid atingiu a marca de 800 mil unidades produzidas às vésperas de completar uma década no mercado brasileiro. Desse total, cerca de 60% permaneceram no país, enquanto os outros 40% foram exportados para 17 mercados da América Latina, incluindo Argentina, Chile e Uruguai. Os números reforçam a importância do compacto não apenas para as vendas da Renault no Brasil, mas também para a estratégia regional da fabricante.

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Segundo Ariel Montenegro, presidente e diretor-geral da Renault Geely do Brasil, o resultado reflete o sucesso de um modelo que ajudou a redefinir o segmento de entrada ao reunir atributos como eficiência energética, segurança e boa relação entre custo e benefício. O executivo também destacou a capacidade produtiva da fábrica paranaense, que passa por um novo ciclo de investimentos para receber futuros modelos eletrificados da Geely.

Kwid mantém proposta focada em economia e uso urbano

Ao longo de sua trajetória, o Renault Kwid construiu sua reputação principalmente pelo baixo custo de utilização. O hatch utiliza o motor 1.0 SCe flex de três cilindros, sempre combinado ao câmbio manual de cinco marchas. O propulsor entrega até 71 cv com etanol e 68 cv com gasolina, além de torque máximo de 10 kgfm e 9,4 kgfm, respectivamente.

Renault celebra 800 mil unidades do Kwid produzidas no Brasil
Foto: Renault

O conjunto mecânico continua sendo um dos principais diferenciais do modelo. Segundo dados oficiais do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV) do Inmetro, o Kwid registra consumo de até 14,6 km/l na cidade e 15,5 km/l na estrada com gasolina, desempenho que o coloca entre os automóveis a combustão mais econômicos vendidos no Brasil. As emissões também permanecem reduzidas, com cerca de 84 g de CO₂ por quilômetro.

Outro ponto que ajudou o compacto a ganhar espaço desde seu lançamento é a configuração voltada ao uso urbano. São 180 mm de altura livre do solo, ângulos de entrada de 24° e saída de 40°, características incomuns entre os hatches de entrada e que contribuíram para a imagem de “SUV dos compactos” adotada pela Renault. O porta-malas de 290 litros também segue entre os maiores da categoria.

Na segurança, o Kwid permanece como o único concorrente direto do segmento equipado com quatro airbags de série em todas as versões, incluindo dois frontais e dois laterais, além dos controles obrigatórios de estabilidade e tração.

Atualização já apareceu na Índia e pode antecipar mudanças no Brasil

O marco produtivo acontece em um momento de expectativa por uma atualização do modelo. A Renault já revelou na Índia a linha 2027 do Kwid, que recebeu mudanças discretas no visual, como o novo logotipo da marca, calotas redesenhadas, inscrição traseira atualizada e volante de três raios com desenho mais moderno.

As alterações indicam o caminho que pode ser seguido pela versão brasileira nos próximos meses. A tendência é que a Renault preserve a atual plataforma e o conjunto mecânico, concentrando as novidades em acabamento e identidade visual para manter o hatch competitivo no segmento de entrada.

No mercado indiano, algumas versões também passaram a oferecer seis airbags, ampliando o nível de segurança. Ainda não há confirmação oficial de que essa configuração será adotada no Brasil, mas a atualização pode representar uma evolução importante para um modelo que, mesmo perto de completar dez anos de mercado, continua sendo um dos pilares da Renault no país e uma das principais alternativas entre os carros compactos de entrada.

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Aline Costa
Estudante de Jornalismo pela Faculdade RSA, em Picos (PI), Aline Costa é cofundadora e redatora do Falando de Carros, onde atua na produção de conteúdos jornalísticos sobre o universo automotivo, incluindo notícias, comparativos, avaliações, lançamentos, mercado de veículos e informações para consumidores.Apaixonada por automóveis, Aline reúne experiência prática no setor, com trajetória ligada à venda de veículos e ao atendimento de clientes, conhecimento que contribui para uma abordagem mais próxima da realidade dos compradores. Sua vivência no mercado automotivo auxilia na análise de modelos, versões, preços, condições comerciais e tendências da indústria.Ao lado de Josean Santos, fundador do Falando de Carros, participa da administração e do desenvolvimento editorial do portal, buscando oferecer informações claras, responsáveis e relevantes para quem deseja conhecer melhor o mercado de carros no Brasil.Seu trabalho tem como objetivo unir conhecimento jornalístico e experiência prática, produzindo conteúdos baseados em informações confiáveis, com foco em ajudar os leitores a tomar decisões mais conscientes na escolha de um veículo.

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