GWM Tank 300 2027 combina sistema híbrido flex com proposta off-road

O GWM Tank 300 2027 estreia como o primeiro híbrido plug-in flex do Brasil, combinando 394 cv, tração 4x4 com reduzida, autonomia elétrica de até 74 km

O GWM Tank 300 2027 passa por uma mudança importante no mercado brasileiro ao adotar um sistema híbrido plug-in flex, capaz de utilizar gasolina ou etanol no motor a combustão e também permitir recarga externa da bateria.

A eletrificação, porém, não muda a característica central do modelo. O Tank 300 continua sendo um SUV voltado também ao uso fora de estrada, com recursos como reduzida, bloqueios de diferencial e diferentes modos destinados a terrenos de baixa aderência.

Na linha 2027, portanto, a questão mais interessante é entender como a tecnologia híbrida convive com essa proposta.

Sistema híbrido plug-in permite recarga externa

De acordo com as especificações oficiais da GWM para o Tank 300, o modelo combina motor 2.0 turbo flex com propulsão elétrica em um sistema híbrido plug-in. A bateria possui 37,1 kWh de capacidade e a tração é 4×4, com opções 2H, 4H e 4L.

Por ser um híbrido plug-in, sua bateria pode ser carregada externamente. Isso permite utilizar energia elétrica em parte dos deslocamentos cotidianos e manter o motor a combustão disponível para viagens ou situações em que seja necessário maior alcance.

Para aproveitar essa característica, entretanto, é importante considerar a rotina do proprietário. Quem possui possibilidade de recarga residencial ou no trabalho tende a utilizar com maior frequência a parcela elétrica do conjunto.

Sem recargas regulares, parte da principal vantagem de um PHEV deixa de ser aproveitada.

GWM Tank 300 2027 combina sistema híbrido flex com proposta off-road
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Tetra Blindagens Premium

Inmetro aponta 74 km de autonomia elétrica

A autonomia exclusivamente elétrica é um dos números mais importantes para avaliar um híbrido plug-in.

Segundo as informações oficiais divulgadas pela GWM para a linha 2027, o Tank 300 PHEV Flex possui autonomia elétrica de 74 km pelo padrão do Inmetro. A fabricante diferencia esse resultado dos 106 km informados pelo ciclo internacional WLTP.

Para consultar e comparar os veículos participantes, o Inmetro disponibiliza as tabelas do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV). O órgão utiliza uma metodologia comum para os modelos homologados no mercado brasileiro.

O alcance obtido no uso cotidiano pode variar conforme velocidade, temperatura, relevo, utilização do ar-condicionado e estilo de condução.

Para quem percorre diariamente uma distância inferior à autonomia elétrica disponível e consegue recarregar com frequência, existe a possibilidade de realizar uma parcela significativa da rotina utilizando a bateria.

Recarga muda a forma de utilizar o Tank 300

Outra diferença em relação a um híbrido convencional está na possibilidade de utilizar carregadores AC e estações rápidas DC.

A GWM informa potência máxima de 6,6 kW em corrente alternada e 50 kW em corrente contínua. Em condições adequadas, a fabricante anuncia recarga de 30% a 80% em aproximadamente 24 minutos utilizando corrente contínua.

Esse tempo deve ser tratado como referência, e não como resultado garantido em qualquer estação. Potência disponível no carregador, temperatura e estado de carga da bateria podem alterar a velocidade da sessão.

Para quem pretende carregar principalmente em casa, a capacidade da instalação elétrica também precisa entrar no planejamento.

Capacidade off-road continua sendo um diferencial

A eletrificação não transformou o Tank 300 em um SUV destinado exclusivamente ao asfalto.

A especificação brasileira confirma tração 4×4 com 2H, 4H e 4L, além de bloqueios eletrônicos dos diferenciais central, traseiro e dianteiro. O veículo também oferece diferentes modos destinados a condições variadas de terreno.

Esses equipamentos criam uma diferença importante em relação a SUVs híbridos desenvolvidos principalmente para utilização urbana e rodoviária.

Na prática, porém, capacidade fora de estrada depende de mais elementos do que simplesmente possuir tração integral. Pneus, altura livre, ângulos da carroceria, condições do terreno e experiência do motorista também interferem no resultado.

Para quem não pretende sair do asfalto, vale considerar se essa estrutura adicional realmente será aproveitada na rotina.

Peso e dimensões fazem parte da experiência

O Tank 300 é um veículo grande, característica que precisa entrar na análise juntamente com potência e autonomia.

No trânsito urbano, suas dimensões podem exigir adaptação em garagens, vagas e manobras. Câmeras e sensores ajudam nessas situações, mas não eliminam a necessidade de considerar o espaço ocupado pelo veículo.

Na unidade avaliada, a posição elevada de condução favoreceu a percepção do entorno, enquanto o espaço traseiro mostrou-se adequado à proposta familiar do modelo.

O estepe instalado externamente na tampa traseira também faz parte da concepção mais tradicional de um veículo off-road e interfere na forma de acesso ao compartimento de bagagens.

Interior aposta mais em tecnologia que em simplicidade

A cabine reúne painel digital e central multimídia, além de diferentes configurações relacionadas ao sistema híbrido e aos modos de condução.

Na unidade avaliada, boa parte dos ajustes do veículo estava concentrada na interface digital. Isso inclui informações relacionadas ao fluxo de energia, regeneração e determinadas configurações de condução.

O modelo também oferece recursos de conveniência voltados a uma utilização mais sofisticada.

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Mais importante do que simplesmente contar equipamentos é observar se os comandos utilizados com maior frequência são fáceis de acessar. Um test-drive mais longo pode revelar melhor essa característica do que alguns minutos dentro do veículo parado.

V2L amplia as possibilidades fora da estrada

Uma função particularmente coerente com a proposta do Tank 300 é o V2L (Vehicle-to-Load).

A documentação da GWM confirma que o sistema permite utilizar a energia armazenada na bateria para alimentar equipamentos externos. A fabricante informa potência máxima de 3.300 W para o recurso.

Em um SUV com vocação para viagens e atividades ao ar livre, essa funcionalidade pode ter utilidade prática maior do que em um automóvel exclusivamente urbano.

O equipamento conectado, entretanto, precisa respeitar os limites de potência e as orientações estabelecidas pela fabricante.

Assistências eletrônicas continuam sendo apenas assistências

O Tank 300 também reúne diferentes tecnologias destinadas a auxiliar o motorista.

Recursos relacionados à prevenção de colisões, monitoramento do entorno, controle de velocidade e permanência em faixa podem reduzir a carga de trabalho em determinadas situações.

Eles não transformam o SUV em um veículo autônomo.

Mesmo quando um sistema consegue atuar sobre direção, aceleração ou frenagem, o motorista continua responsável pela condução e precisa acompanhar permanentemente as condições da via.

Tank 300 2027 faz sentido para quem?

A principal característica do Tank 300 está na combinação de duas propostas que normalmente aparecem separadas: híbrido plug-in para utilização cotidiana e estrutura realmente direcionada ao uso fora de estrada.

Quem consegue carregar a bateria regularmente pode aproveitar melhor os 74 km de autonomia elétrica homologada nos deslocamentos cotidianos. Em viagens, o motor flex mantém a possibilidade de abastecimento convencional.

Já os recursos de tração aumentam as possibilidades para quem efetivamente utiliza estradas de terra ou terrenos mais exigentes.

Essa versatilidade também traz contrapartidas. Dimensões, pneus, seguro e custos de manutenção precisam entrar na decisão, especialmente para quem pretende utilizar o veículo quase exclusivamente na cidade.

Por isso, o Tank 300 2027 não deve ser analisado apenas pela potência do conjunto híbrido. Seu diferencial está em conciliar eletrificação, flexibilidade de abastecimento e recursos off-road em um mesmo veículo, sem abandonar a proposta que definiu o modelo desde sua chegada ao Brasil.

Josean Santos
SOBRE O AUTOR

Josean Santos

Josean Santos é estudante de Jornalismo, redator, colaborador e cofundador do Falando de Carros. Atua na produção de conteúdo digital desde 2008, com experiência em jornalismo, comunicação e criação de conteúdos para a internet, especialmente relacionados ao setor automotivo.Graduado em História pela Universidade Federal do Piauí (UFPI) e estudante de Jornalismo, possui trajetória profissional ligada ao trânsito, à mobilidade urbana e ao mercado automotivo. Desde 4 de setembro de 2012, atua como agente de trânsito em Picos, no Piauí, acumulando experiência prática em temas como legislação de trânsito, segurança viária e mobilidade.Ao longo da carreira, participou de projetos editoriais voltados ao universo dos veículos e já colaborou com sites especializados em automóveis. No Falando de Carros, contribui com a produção de notícias, análises e conteúdos informativos sobre lançamentos, preços, mercado automotivo e tendências do setor, unindo experiência prática, conhecimento técnico e apuração jornalística.