Volkswagen Tukan surge pela primeira vez com pouca camuflagem
Fonte: Falando de Carro

A Volkswagen acelera os preparativos para entrar de vez em um dos segmentos mais disputados do mercado brasileiro. A inédita Tukan, sucessora natural da Saveiro, já circula com carroceria definitiva e deixou claro que a marca alemã pretende ocupar um espaço estratégico entre Fiat Strada, Toro e Chevrolet Montana. A nova picape será lançada oficialmente em 2027, mas os testes avançados mostram que a estreia está cada vez mais próxima.

Depois de quase oito anos de desenvolvimento, a Tukan chega com a missão de substituir um dos veículos mais tradicionais da Volkswagen no Brasil. A Saveiro, que atravessou mais de quatro décadas no mercado nacional, deve encerrar sua trajetória justamente para abrir espaço a um produto mais moderno, tecnológico e alinhado às novas exigências do consumidor brasileiro.

Volkswagen Tukan surge pela primeira vez com pouca camuflagem
Fonte: Falando de Carro

Os flagras recentes feitos no interior de São Paulo revelam que a picape já abandonou as antigas “mulas” de testes feitas sobre carrocerias adaptadas. Agora, o modelo aparece praticamente pronto, ainda escondido sob camuflagem pesada, mas exibindo proporções definitivas e detalhes importantes do projeto. Os testes acontecem principalmente nos arredores da fábrica de Taubaté.

Apesar disso, a produção da Tukan ficará concentrada em São José dos Pinhais, no Paraná, onde a Volkswagen já fabrica outros modelos importantes da marca. A estratégia é aproveitar estruturas compartilhadas e reduzir custos de produção, algo essencial para permitir que a picape tenha preços competitivos dentro do segmento intermediário.


No tamanho, a Tukan deverá ocupar exatamente o espaço entre as compactas e as intermediárias. Pelas proporções vistas até agora, o modelo ficará mais próximo da Chevrolet Montana do que da Fiat Toro. A expectativa é de cerca de 4,75 metros de comprimento e entre-eixos próximo dos 2,80 metros, garantindo cabine mais espaçosa e caçamba maior.

O visual também representa uma mudança importante para a Volkswagen. A dianteira terá forte inspiração em utilitários esportivos recentes da marca, como Tera, Tiguan e T-Cross. Os faróis em LED, lanternas modernas e o santantônio integrado ao rack de teto ajudam a criar uma aparência mais robusta e sofisticada, distante do perfil mais simples da Saveiro atual.

Um dos pontos mais comentados do projeto envolve justamente a suspensão traseira. A Volkswagen decidiu utilizar um sistema de feixe de molas parabólicas semelhante ao adotado pela Fiat Strada. Na prática, isso significa maior resistência para carga, menor custo de manutenção e uma proposta mais voltada ao trabalho pesado sem comprometer totalmente o desempenho.

Esse conjunto também indica que a fabricante pretende elevar a capacidade de carga da picape. A expectativa é superar os atuais números da Saveiro cabine dupla e até alcançar marcas próximas das versões mais acessíveis da Fiat Toro. Além disso, a Tukan também deve oferecer boa capacidade de reboque, reforçando sua proposta multifuncional.

Internamente, a Volkswagen trabalhará com diferentes configurações para atender públicos distintos. A versão de entrada terá cabine simples, foco comercial e caçamba ampliada. Nesse caso, a parede traseira ficará posicionada logo atrás dos bancos, solução que aumenta o espaço útil para carga e melhora a litragem em comparação direta com a Fiat Strada cabine simples.

Já as versões cabine dupla terão proposta mais familiar e urbana, mirando consumidores que desejam conforto sem abrir mão da versatilidade de uma picape. Essas configurações devem disputar diretamente clientes da Fiat Toro e da Chevrolet Montana, principalmente nas versões mais equipadas e com maior pacote tecnológico.

A motorização também será um dos grandes diferenciais da nova Tukan. A opção de entrada herdará a chamada “alma da Saveiro”, utilizando o conhecido motor 1.6 aspirado flex de 116 cavalos associado ao câmbio manual de cinco marchas. A escolha busca manter custos menores e preservar parte do público tradicional da antiga picape compacta.

Volkswagen Tukan surge pela primeira vez com pouca camuflagem
Foto: Kolesa.ru

Nas versões intermediárias, a expectativa é pelo uso do motor 1.0 turbo TSI ou até do já conhecido 1.4 turbo flex de 150 cavalos. Porém, a grande novidade ficará concentrada nas configurações topo de linha, que devem estrear o novo conjunto híbrido leve de 48 Volts da Volkswagen no Brasil.

O sistema utilizará o motor 1.5 turbo flex da família Evo2, desenvolvido justamente para atuar em conjunto com eletrificação. A proposta do híbrido leve é melhorar consumo, reduzir emissões e tornar a condução mais eficiente no uso urbano. Diferentemente de um híbrido pleno, o motor elétrico não movimenta sozinho as rodas, funcionando como apoio ao propulsor principal.

Mesmo assim, ainda existem dúvidas internas sobre a adoção definitiva do sistema híbrido leve ou de um conjunto híbrido convencional em versões futuras. A Volkswagen avalia diferentes cenários para o mercado brasileiro, especialmente diante do crescimento da eletrificação e da chegada de novas concorrentes chinesas ao segmento de picapes intermediárias.

Além do produto em si, a Tukan também virou peça central da estratégia de comunicação da Volkswagen no Brasil. A fabricante apagou todas as publicações do Instagram recentemente e iniciou uma campanha misteriosa ligada ao conceito de “amanhã” e aos sonhos dos brasileiros pelo hexacampeonato mundial. A ação faz parte do aquecimento para a revelação oficial da picape.

A escolha da Copa do Mundo como palco da estreia reforça o peso que a Volkswagen dará ao projeto. A Tukan não será apenas mais uma picape na linha da marca, mas um modelo estratégico para redefinir a presença da fabricante em um segmento extremamente lucrativo. Com visual moderno, foco em carga, opção híbrida e preços mais acessíveis, a caminhonete promete ser uma das maiores novidades do mercado brasileiro nos próximos anos.

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