Chevrolet Tracker de entrada: motor turbo, bom pacote de segurança e os pontos que exigem atenção

O Chevrolet Tracker de entrada combina motor 1.0 turbo, espaço interno prático e pacote de segurança completo, oferecendo bom desempenho urbano e consumo equilibrado

O Chevrolet Tracker de entrada ocupa uma posição interessante entre os SUVs compactos. A versão combina motor 1.0 turbo, câmbio automático e seis airbags, mas abre mão de alguns equipamentos presentes nas configurações mais caras para manter o preço mais competitivo.

O modelo também aparece com frequência em campanhas destinadas ao público PcD. Nesse caso, porém, é importante separar o preço regular das ofertas promocionais, já que descontos, bônus e condições de elegibilidade podem mudar conforme período, concessionária e região.

Mais do que olhar apenas para o valor anunciado, vale entender o que essa configuração realmente entrega e quais são suas limitações.

Motor 1.0 turbo atende bem à proposta

Segundo as especificações da Chevrolet, o Tracker utiliza motor 1.0 turbo de três cilindros com injeção direta, associado ao câmbio automático de seis marchas.

O conjunto entrega 115 cv de potência, tanto com etanol quanto com gasolina, e torque de até 18,9 kgfm.

Para um SUV compacto destinado principalmente ao uso cotidiano, são números suficientes para deslocamentos urbanos e viagens. A presença do turbo ajuda especialmente nas respostas em baixas rotações, embora o Tracker 1.0 não tenha uma proposta esportiva.

Segundo os dados divulgados pela fabricante, a aceleração de 0 a 100 km/h fica próxima dos 11 segundos, dependendo da configuração e das condições de medição.

Chevrolet Tracker de entrada: motor turbo, bom pacote de segurança e os pontos que exigem atenção
Foto: Vigorito GM Congonhas/Divulgação

Consumo ajuda a equilibrar o motor turbo

A eficiência é um dos aspectos importantes dessa configuração.

Segundo os dados de etiquetagem do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV/Inmetro), os valores homologados são a referência mais adequada para comparar o Tracker com outros veículos submetidos ao mesmo padrão de avaliação.

No Tracker 1.0 Turbo correspondente a esta configuração, o consumo fica na faixa de 8 km/l na cidade e 10 km/l na estrada com etanol, além de 11,5 km/l no ciclo urbano e 13,8 km/l no rodoviário com gasolina.

Os valores homologados servem principalmente como referência padronizada. No uso real, trânsito, velocidade, relevo, carga transportada, calibragem dos pneus e utilização do ar-condicionado podem alterar o consumo.

Correia banhada a óleo merece atenção à manutenção

Um dos assuntos que mais despertam dúvidas entre interessados no Tracker é a utilização da correia dentada banhada a óleo.

O componente trabalha em contato com o óleo lubrificante do motor e, por isso, exige atenção especial às especificações determinadas pela Chevrolet.

Mais importante do que transformar o sistema automaticamente em vantagem ou defeito é compreender sua exigência de manutenção. Utilizar o óleo exatamente dentro da especificação indicada pela fabricante e respeitar os intervalos previstos no manual são cuidados fundamentais.

Para quem considera comprar uma unidade usada futuramente, o histórico de manutenção também passa a ser uma informação relevante.

Versão de entrada simplifica o visual

Externamente, o Tracker básico mantém as proporções e a identidade das configurações superiores, mas utiliza soluções mais simples em alguns pontos.

Um exemplo está nas rodas. O conjunto utiliza rodas de aço aro 17 com calotas, solução que visualmente procura se aproximar das rodas de liga leve, mas reduz o custo da configuração.

Elementos decorativos disponíveis em versões superiores também podem ficar de fora, assim como determinados acabamentos externos.

Isso não altera a função do veículo, mas é uma diferença que merece ser observada por quem está comparando apenas fotografias ou anúncios de versões distintas.

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Porta-malas atende bem ao uso familiar

O compartimento de bagagens oferece 393 litros de capacidade, segundo os dados da Chevrolet.

O volume atende bem compras, bagagens e utilização cotidiana de uma pequena família, embora existam concorrentes com compartimentos maiores.

O piso pode ser utilizado em diferentes posições, facilitando a organização da carga, enquanto o veículo mantém estepe de uso temporário.

O tanque de combustível possui 44 litros, capacidade relativamente compacta, mas que precisa ser analisada em conjunto com a eficiência do motor.

Interior é simples, mas mantém equipamentos importantes

A cabine deixa evidente o posicionamento de entrada.

O acabamento utiliza predominantemente materiais rígidos e soluções funcionais. Não existe a mesma preocupação estética das versões superiores, mas os principais comandos permanecem em posições convencionais e de fácil acesso.

A central multimídia MyLink oferece integração com Android Auto e Apple CarPlay, permitindo utilizar aplicativos compatíveis do smartphone.

Chevrolet Tracker de entrada: motor turbo, bom pacote de segurança e os pontos que exigem atenção
Foto: Vigorito GM Congonhas/Divulgação

Outro recurso característico dos veículos da Chevrolet é a possibilidade de conectividade embarcada e compartilhamento de internet por Wi-Fi, conforme serviço e plano disponíveis.

Para quem utiliza o automóvel diariamente, recursos como vidros elétricos e câmera de ré também ajudam na praticidade.

Seis airbags reforçam o pacote de segurança

De acordo com as especificações da Chevrolet, o Tracker de entrada oferece seis airbags, além de controles eletrônicos de estabilidade e tração e assistente de partida em rampas.

É um conjunto relevante para uma configuração de acesso e deve ser considerado ao comparar o modelo com outros SUVs compactos de preço semelhante.

Por outro lado, essa configuração não deve ser confundida com versões mais equipadas do Tracker, que podem reunir tecnologias adicionais de assistência ao motorista. Por isso, quem considera recursos ADAS importantes deve conferir a lista de equipamentos da versão específica antes da compra, em vez de utilizar como referência o pacote disponível em outras configurações da linha.

Essa diferença é particularmente importante ao comparar anúncios do Tracker, porque veículos visualmente semelhantes podem apresentar equipamentos distintos.

Preço PcD precisa ser conferido no momento da compra

Ofertas para pessoas com deficiência podem tornar o Tracker mais competitivo, mas valores promocionais não devem ser tratados como permanentes.

Isenções tributárias, bônus concedidos pela fabricante, descontos adicionais e critérios para aquisição podem mudar. Além disso, uma campanha de determinada concessionária não necessariamente estará disponível em toda a rede.

Por isso, quem estiver pesquisando o Tracker PcD deve conferir o preço vigente, quais benefícios estão incluídos, prazo da campanha e requisitos aplicáveis na data da compra.

Isso evita comparar uma oferta promocional temporária com o preço regular de outro veículo.

Para quem o Tracker de entrada faz sentido

O Tracker básico tem uma proposta relativamente clara. Ele preserva características importantes da linha — motor turbo, câmbio automático, porta-malas de 393 litros e seis airbags — enquanto simplifica acabamento e equipamentos para reduzir o preço.

Para quem procura um SUV compacto principalmente para utilização urbana e familiar, pode formar um conjunto interessante, especialmente quando existe uma campanha comercial realmente vantajosa.

Existem, entretanto, três pontos que merecem atenção antes da compra: a manutenção correta do sistema de correia banhada a óleo, a lista de equipamentos efetivamente oferecida pela configuração de entrada e as condições vigentes das ofertas PcD.

Assim, a decisão não deve ser baseada apenas no desconto anunciado. O Tracker de entrada faz mais sentido quando seu preço final é competitivo e quando o comprador considera suficiente o pacote de equipamentos oferecido pela configuração.

Josean Santos
SOBRE O AUTOR

Josean Santos

Josean Santos é estudante de Jornalismo, redator, colaborador e cofundador do Falando de Carros. Atua na produção de conteúdo digital desde 2008, com experiência em jornalismo, comunicação e criação de conteúdos para a internet, especialmente relacionados ao setor automotivo.Graduado em História pela Universidade Federal do Piauí (UFPI) e estudante de Jornalismo, possui trajetória profissional ligada ao trânsito, à mobilidade urbana e ao mercado automotivo. Desde 4 de setembro de 2012, atua como agente de trânsito em Picos, no Piauí, acumulando experiência prática em temas como legislação de trânsito, segurança viária e mobilidade.Ao longo da carreira, participou de projetos editoriais voltados ao universo dos veículos e já colaborou com sites especializados em automóveis. No Falando de Carros, contribui com a produção de notícias, análises e conteúdos informativos sobre lançamentos, preços, mercado automotivo e tendências do setor, unindo experiência prática, conhecimento técnico e apuração jornalística.