A Mercedes-Benz deu mais um passo na renovação de sua linha global ao revelar a terceira geração do GLA. O SUV compacto abandona a antiga base compartilhada com modelos a combustão e passa a utilizar a inédita plataforma MMA (Mercedes Modular Architecture), desenvolvida com foco na eletrificação. A estratégia também marca uma mudança importante para a marca: em vez de manter uma linha separada de elétricos com a sigla EQ, o GLA passa a reunir diferentes tipos de motorização sob o mesmo nome.
Inicialmente, o novo GLA será vendido apenas com versões elétricas na Europa, enquanto as configurações híbridas leves chegarão ao mercado europeu no início de 2027. A expectativa é que ambas as opções também desembarquem no Brasil, já que o modelo continua sendo um dos SUVs mais relevantes da Mercedes-Benz no segmento premium e possui histórico importante no mercado nacional.
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Plataforma inédita, mais espaço e foco na eficiência
A maior mudança está sob a carroceria. O novo GLA utiliza a arquitetura MMA, desenvolvida desde o início para veículos eletrificados. Além de permitir maior eficiência energética, a plataforma possibilitou ampliar o entre-eixos em 61 mm, que agora chega a 2,79 metros, beneficiando principalmente o espaço para os passageiros do banco traseiro.
O SUV também ficou cerca de 20 mm mais baixo, ganhou bitolas traseiras mais largas e recebeu soluções aerodinâmicas que reduziram o coeficiente de arrasto para 0,27. O resultado é um modelo com visual mais robusto e proporções próximas às de SUVs médios, sem abrir mão da dirigibilidade característica da categoria.

O design acompanha a nova identidade visual dos elétricos da Mercedes-Benz. A dianteira adota um painel fechado iluminado por até 608 pontos de LED, enquanto os faróis e lanternas passam a utilizar a assinatura luminosa em formato de estrela de três pontas. As maçanetas embutidas e as rodas de 18 a 20 polegadas complementam o conjunto.
Por dentro, o ganho nas dimensões também se reflete na praticidade. O porta-malas traseiro passou para 410 litros, podendo atingir 1.400 litros com os bancos rebatidos. Nas versões elétricas, há ainda um compartimento dianteiro (frunk) de 107 litros para transportar cabos de recarga ou pequenas bagagens.
Até 657 km de autonomia e recarga ultrarrápida
A gama europeia estreia com três configurações elétricas. A versão de entrada GLA 200 utiliza motor traseiro de 224 cv e bateria LFP de 58 kWh, oferecendo autonomia de aproximadamente 410 km no ciclo WLTP.
Acima dela aparece o GLA 250+, equipado com bateria NMC de 85 kWh e motor de 272 cv. Essa configuração alcança até 657 km de autonomia, tornando-se a versão de maior alcance da família.
No topo da gama está o GLA 350 4Matic, que combina dois motores elétricos, tração integral e potência de 354 cv. O SUV acelera de 0 a 100 km/h em apenas 5,4 segundos e mantém autonomia próxima de 640 km pelo padrão europeu.
Outro destaque é a arquitetura elétrica de 800 volts, tecnologia que permite recargas em corrente contínua de até 320 kW. Segundo a Mercedes-Benz, bastam cerca de dez minutos em um carregador compatível para recuperar aproximadamente 270 km de autonomia. O carregador embarcado de 11 kW é de série, enquanto a opção de 22 kW em corrente alternada será oferecida em alguns mercados.
A marca também confirmou para o início de 2027 uma nova versão equipada com bateria de 71 kWh, posicionada entre os modelos de entrada e de maior autonomia.
Cabine digital e versões híbridas chegam em 2027
A cabine segue o padrão dos lançamentos mais recentes da fabricante. O painel reúne quadro de instrumentos digital de 10,25 polegadas e central multimídia de 14 polegadas, podendo receber ainda uma terceira tela de 14 polegadas para o passageiro, formando o conjunto chamado MBUX Superscreen.

O sistema utiliza o novo MB.OS, integrado ao Google Maps e equipado com assistente virtual alimentado por inteligência artificial generativa, combinando tecnologias do ChatGPT, Google Gemini e Microsoft Bing para oferecer navegação inteligente, planejamento de recargas e comandos de voz mais naturais. O pacote de segurança inclui oito câmeras, cinco radares e 12 sensores ultrassônicos, permitindo recursos como mudança automática de faixa, estacionamento autônomo e visualização transparente do capô em manobras.
A partir de 2027, a linha será ampliada com versões híbridas leves equipadas com motor 1.5 turbo de quatro cilindros associado a um sistema elétrico de 48 volts e câmbio automatizado de dupla embreagem com oito marchas. O conjunto permitirá pequenos deslocamentos utilizando apenas energia elétrica em determinadas situações, reforçando a estratégia da Mercedes-Benz de eletrificar toda a família GLA.
Na Alemanha, as vendas começam em 30 de julho, com preços a partir de 48.600 euros. As primeiras entregas estão previstas para novembro. Embora a marca ainda não confirme a chegada ao Brasil, a relevância histórica do GLA no país e a nova estratégia global indicam que tanto as versões elétricas quanto as híbridas têm boas chances de estrear no mercado brasileiro ao longo de 2027.











