A nova Toyota Hilux elétrica já aparece em testes no Brasil. Uma unidade camuflada da picape foi fotografada em Canaã dos Carajás, no Pará, em imagens divulgadas pelo perfil BF///MS no Instagram. O principal indício de que se trata da configuração elétrica está na lateral esquerda, onde aparece uma porta de carregamento à frente da porta do motorista.
O flagra ganha importância porque ocorre durante a preparação da nova Hilux para a América Latina. Antes de aparecer no Brasil, unidades semelhantes já haviam sido vistas na Argentina, país responsável pela produção regional da picape.
Apesar dos testes, ainda é necessário separar o que já foi confirmado globalmente dos planos específicos para o mercado brasileiro. A Toyota ainda não divulgou oficialmente preço, versões ou data de lançamento da Hilux elétrica no Brasil.
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Hilux elétrica tem bateria de 59,2 kWh
A configuração elétrica já apresentada oficialmente pela Toyota em outros mercados é chamada de Hilux BEV. De acordo com a Toyota Motor Europe, ela utiliza uma bateria de íons de lítio de 59,2 kWh e motores elétricos nos dois eixos, garantindo tração integral permanente.
Segundo a fabricante, o motor dianteiro entrega 205 Nm de torque, equivalentes a cerca de 20,9 kgfm, enquanto o traseiro produz 268 Nm, aproximadamente 27,3 kgfm.

A autonomia homologada alcança 257 km no ciclo combinado WLTP e até 380 km no ciclo urbano. Esses números seguem o padrão europeu WLTP e, portanto, não devem ser tratados como autonomia oficial para o Brasil. Caso seja comercializada por aqui, a picape precisará ter seus números divulgados conforme os critérios aplicáveis ao mercado nacional.
A capacidade de carga informada pela Toyota varia entre 710 e 715 kg, dependendo da configuração, enquanto a capacidade máxima de reboque é de 1.600 kg.
Picape mantém capacidade para enfrentar terrenos difíceis
A eletrificação exigiu mudanças importantes, mas a Toyota procurou preservar características tradicionalmente associadas à Hilux.
A estrutura continua sendo do tipo carroceria sobre chassi. A bateria foi desenvolvida especificamente para ser instalada dentro dessa estrutura e recebeu soluções destinadas a protegê-la contra impactos, torções do chassi e entrada de água.
A Hilux BEV possui 21,2 cm de altura livre do solo e mantém capacidade de imersão de até 70 cm, segundo a Toyota.
Esses números são particularmente importantes em uma picape elétrica, já que bateria, motores e conexões de alta tensão precisam ser protegidos durante a utilização em terrenos mais severos.
Nova Hilux também muda por fora e por dentro
A nova geração recebeu uma ampla reformulação visual. Os faróis ficaram menores e mais próximos do capô, enquanto a configuração elétrica dispensa a grade convencional e utiliza uma dianteira mais fechada, já que necessita de menor fluxo de ar para refrigeração.

Na traseira, a tampa da caçamba e as lanternas também foram redesenhadas.
O interior passa por transformação ainda maior. O painel adota linhas mais retas e inspiração no Land Cruiser. Entre as novidades apresentadas pela Toyota estão quadro de instrumentos digital de 12,3 polegadas e uma nova geração de recursos eletrônicos e sistemas de assistência ao motorista.
Diesel continuará importante na nova Hilux
A chegada da eletrificação não significa o abandono imediato do diesel.
As informações disponíveis para a América Latina indicam a manutenção do conhecido motor 2.8 turbodiesel, atualmente utilizado pela Hilux brasileira, com 204 cv e 50 kgfm nas configurações automáticas.
A Toyota também desenvolveu para a nova geração o sistema Hybrid 48V, que combina o motor 2.8 turbodiesel a um motor-gerador elétrico e uma pequena bateria de íons de lítio de 48 volts.
Nesse sistema, o componente elétrico auxilia o motor a diesel, mas não transforma a Hilux em um veículo capaz de percorrer trajetos normalmente utilizando somente eletricidade. A proposta é melhorar principalmente eficiência, suavidade de funcionamento e resposta do conjunto.
Quando a nova Hilux chega ao Brasil?
A produção regional da nova Hilux está sendo preparada na fábrica de Zárate, na Argentina, responsável pelo abastecimento de mercados sul-americanos, incluindo o Brasil.
As informações disponíveis apontam para o início da produção da nova geração na Argentina no fim de 2026, seguido pela chegada comercial ao longo de 2027. A tendência indicada pelo material disponível é que as versões a diesel apareçam primeiro.
Já o cronograma específico da Toyota Hilux BEV para o Brasil ainda não foi oficialmente detalhado pela fabricante. Por isso, o flagra reforça que uma unidade aparentemente elétrica da nova Hilux está em testes no país, mas não permite estabelecer quando essa configuração chegará às concessionárias.
Para o consumidor brasileiro, ainda faltam justamente as informações mais importantes: data de lançamento, versões, preço e autonomia homologada para o Brasil. Até que a Toyota divulgue esses dados, especificações da Hilux BEV vendida em outros mercados devem ser utilizadas apenas como referência para a futura configuração nacional.
