A Fiat Toro 2027 passou a oferecer pela primeira vez uma motorização híbrida leve. A tecnologia está disponível nas configurações Volcano e Ultra equipadas com o motor Turbo 270 Flex e utiliza uma arquitetura MHEV de 48 volts.
Mas o funcionamento é diferente daquele encontrado em híbridos plenos e plug-in. Na Toro, o sistema elétrico trabalha principalmente como apoio ao motor a combustão e não movimenta a picape sozinho.
O que significa MHEV de 48V na Toro?
MHEV é a sigla para Mild Hybrid Electric Vehicle, ou veículo híbrido leve.
Segundo a Fiat, o sistema de 48 V combina o motor 1.3 Turbo 270 Flex com uma máquina elétrica multifuncional. O componente auxilia o motor a combustão e também participa da recuperação de energia durante as desacelerações.
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A arquitetura utiliza ainda uma bateria auxiliar de íons de lítio de 48 V e um conversor DC/DC para integração com o sistema elétrico convencional de 12 V.
Diferentemente de um híbrido pleno, portanto, a Toro MHEV não foi projetada para percorrer trajetos normalmente utilizando apenas eletricidade.

Motor elétrico entrega até 65 Nm
A máquina elétrica utilizada no sistema desenvolve 11,4 kW e até 65 Nm, equivalentes a aproximadamente 6,6 kgfm.
Essa força não deve ser simplesmente somada aos números do motor a combustão para criar uma potência total do veículo.
O Turbo 270 Flex continua entregando 176 cv e 27,5 kgfm, associado ao câmbio automático de seis marchas e à tração dianteira.
| Item | Especificação |
|---|---|
| Motor | 1.3 Turbo Flex |
| Potência | 176 cv |
| Torque | 27,5 kgfm |
| Sistema | MHEV |
| Tensão | 48 V |
| Motor elétrico | 11,4 kW |
| Torque elétrico | 65 Nm |
| Câmbio | Automático de 6 marchas |
Os dados constam na ficha técnica oficial da Fiat/Stellantis para a Toro MHEV 2027, que confirma a arquitetura de 48 V, a máquina elétrica de 11,4 kW e 65 Nm e o conversor DC/DC.
O que o sistema elétrico realmente faz?
O motor elétrico multifuncional desempenha mais de uma função.
Durante determinadas solicitações de aceleração, ele fornece assistência ao motor a combustão. Nas desacelerações, o funcionamento se inverte e parte da energia cinética pode ser recuperada e utilizada para recarregar a bateria de 48 V.
O sistema também permite tornar as intervenções do Start-Stop mais rápidas e suaves.
Tudo acontece automaticamente. O motorista não precisa selecionar um modo híbrido nem conectar a picape a uma tomada.
A Toro Hybrid precisa ser carregada?
Não.
A Toro MHEV não possui carregamento externo. A bateria do sistema de 48 V é alimentada pela recuperação de energia durante o próprio funcionamento do veículo.
Essa é outra diferença importante em relação a um híbrido plug-in, que possui uma bateria muito maior e pode ser conectado à rede elétrica.
Também não existe uma autonomia elétrica em quilômetros para a Toro MHEV, justamente porque o motor elétrico não assume sozinho a propulsão da picape.

Onde a recuperação de energia acontece?
As desacelerações são uma das situações importantes para o sistema.
Quando o motorista reduz a velocidade, parte da energia que seria dissipada pode ser convertida em eletricidade e armazenada na bateria de 48 V.
Depois, essa energia fica disponível para ser utilizada novamente pelo sistema elétrico.
É por isso que a tecnologia encontra mais oportunidades de atuação em trajetos com mudanças frequentes de velocidade do que em uma longa viagem realizada praticamente toda em velocidade constante.
Quais versões da Toro 2027 são híbridas?
A eletrificação não está presente em toda a gama.
Na linha 2027, o sistema MHEV de 48 V equipa as versões Volcano Turbo Flex MHEV e Ultra Turbo Flex MHEV.
Endurance e Freedom permanecem com o Turbo 270 Flex sem o sistema híbrido, enquanto Volcano e Ranch também possuem configurações equipadas com o motor 2.2 turbodiesel.
Isso significa que encontrar a denominação Toro 2027 não é suficiente para concluir que a picape possui eletrificação.
Híbrido leve não é híbrido pleno
Esse é provavelmente o ponto mais importante para quem está pesquisando a Toro.
A presença da palavra híbrido não significa que todas as tecnologias funcionem da mesma maneira.
Um híbrido pleno possui arquitetura capaz de utilizar a propulsão elétrica de maneira muito mais significativa. Um híbrido plug-in vai além e utiliza uma bateria maior que pode ser recarregada externamente.
A Toro adota uma solução mais simples: o sistema elétrico auxilia o motor 1.3 turbo, recupera energia e contribui para a eficiência, mas o motor a combustão permanece como principal responsável pela movimentação da picape.
Por isso, a tecnologia de 48 V deve ser entendida como uma evolução do conjunto convencional, e não como uma transformação da Toro em uma picape elétrica para pequenos deslocamentos.
